SFI – Capítulo III

Eu falei um pouquinho sobre a minha volta às aulas em um dos posts passados sobre verbos. Mas, só para atualizar, a volta às aulas foi dia 10 de agosto e não foi um dia de aula e sim mais um dia do que eles chamam dia de informação e que eu considero dia de enrolação: apareceu o Sr. Professor que falou praticamente apenas em inglês e nos deu os horários.

Então eu comecei mesmo no dia 15 de agosto. E foi muito legal com uma turma nova de alunos de diversas turmas. Alguns caras da minha velha turma também estavam lá. E o professor – graças a Deus – não era o mesmo cara do dia de informação. O nome dele é Pontus e ele é super dinâmico, explicando tudo o que era possível de cada palavra que alguém dizia não entender. Foi tudo o que eu gostaria que fosse o curso de SFI: a gente recebeu um texto que foi lido, interpretado e discutido; e depois, falamos um bocadinho sobre gramática. Nada de novo, mas foi a primeira vez que o professor usou a frase: agora vamos estudar a gramática do sueco… e ainda nos deu um pequeno resumo com as principais classes gramaticais da língua.

Como eu trabalho pedi para mudar meu curso para a noite, que aqui eles chamam de kväll (entre 17h e 22h). Eu não esperava conseguir uma vaga rápido e para minha surpresa a coisa aconteceu num raio pois, quando cheguei em casa na segunda feira depois da aula, o Joel já tinha recebido um telefonema me avisando que a minha primeira aula a noite seria na terça feira 17h30 numa escola nova – a Odinskolan – no centro da cidade.

Legal, fui para lá na terça e tive um repeteco do dia de informação, com a pequena diferença de ter que fazer uma provinha. Foi bem legal porque reecontrei a primeira professora, aquela Maria que ia para África mas agora vai para a Austrália. Dizem que a primeira professora a gente nunca esquece e bem, essa Maria foi realmente especial, ela foi ótima conosco. Depois da provinha a gente até bateu um papinho – uma coisa bem leve porque meu sueco não é aquele nível.

Em todo caso mudei para nova turma – de novo – num nível intermediário D (um tipo do nível D para quem tem algum ponto forte e outros fracos) com aulas na quartas feiras 17h30min. Esse é o meu horário oficial a partir de agora. Eu tenho que confessar que fiquei um pouco triste com essa de mudar de turma logo quando eu tinha encontrado um professor tão bacana… até conhecer a professora nova.

Ela chama Birgitta – nome típico da Suécia – e tem 60 e alguns anos. E é uma mulher vibrante que nos deu uma aula completa: explicou gramática com história e geografia e cultura e blá blá blá apenas falando da kräftfest. Eu sou a pessoa que fala menos sueco na turma, porque todos os outros alunos estão na Suécia há pelo menos um ano. Muitas das coisas que eles falaram eu boiei. E daí? Adorei. É ótimo estar numa turma onde o pessoal é mais do que você, ao menos a mim me impulsiona a correr atrás.

Fizemos prova de novo e a professora me elogiou dizendo que logo posso fazer a prova nacional de conclusão do SFI. Já? Eu pensei. Pode  parecer falsa modéstia, mas o caso é que apesar de essa não ser a primeira vez que elogiam o meu sueco, eu não penso mesmo que seja bom. Não consigo acompanhar uma conversa sem ficar bastante perdida e usar de adivinhação para ir empurrando com a barriga. Se a pessoa não fala claro e devagar eu não consigo acompanhar, e quando tem um monte de gente falando… eu faço cara de paisagem e fico só escutando, sem tentar entender.

É claro que fiquei feliz, afinal passei três meses lendo sueco. Mas também fiquei um pouco triste porque percebi que SFI é só isso mesmo: um curso para apresentar a língua aos estrangeiros e para prepará-los para dizer e entender só o básico, aquelas coisinhas que todo mundo precisa saber para se virar no dia à dia.

Enfim, eu deixo um recado para quem está vindo ou começando: tente falar. Procure fazer amigos suecos e tente conversar. Converse com seu partner em sueco, ele é a melhor pessoa para ajudar, acreditem ou não. Não fique stressado quando alguém te corrige a pronúncia ou a formação da frase, agradeça. Tem gente que não fala nada e tira sarro da sua cara assim que você virar as costas. Paciência é bom, também, principalmente quando tudo que você quiser for falar outra coisa que não sueco… respire fundo e continue…

Afinal, depois do SFI você pode fazer SAS. Ou universidade…

Um comentário sobre “SFI – Capítulo III

  1. nossa adorei ler as suas informacões sobre o SFI e tudo mais, eu ja estive ai na suécia por 6meses no ano passado(2011) e agora este ano estou voltando novamente com o meu visto em mãos para comecar uma vida nova com a pessoa que eu amo e adorei muito, masi muito mesmo todos os seu toques de informacão neste blog. Parabéns!!

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