Domingo é dia de saudade!

O engraçado é que quando eu morava no Brasil – não lembro direito mas acho que foi a Lu – quem cunhou a frase depressão do “Fantástico” [aquele programa global que uma vez já teve muito mais haver com o próprio nome] porque quando começa o Fantástico se tem a certeza de que o fim de semana acabou.

Eu tenho um tipo de depressão de domingo à noite – mas não é porque o fim de semana acabou, nem é saudade de assistir ao Fantástico, é que eu fico imaginando o que todo mundo está fazendo. Está, porque com 5 horas de diferença, e agora com o verão chegando, quando eu to me preparando para dormir [eu durmo cedo] o meu povo querido láááááá no Brasil ainda está aproveitando – ou não – a tarde… e me bate aquela saudade.

O que eu estaria fazendo no Brasil? Vendo futebol na tv com meu pai e comendo pipoca. Ou talvez assistindo um filme com pai e mãe – assisti o Fabuloso Destino de Amélie Poulain e fiquei pensando que minha mãe adoraria vê-lo. Correndo para o ponto de ônibus com a Ana porque ela deixa para escovar o cabelo 20 minutos antes do horário do ônibus, e daí que a cada domingo precisávamos correr as seis horas atrás do buss com as 50 malas com sapatos e produtos de maquiagem e roupas que ela levava para passar dois dias na casa da mãe. Conversando com a Gio em outro ponto de ônibus esperando o metropolitano que chega sempre atrasado e lotado em Entre Rios. Escutando alguma música que meu irmão aprendeu no violão. Ou eu estaria sentada na varanda da casa da Angela para tagarelar. Ou na varanda da Maira para o mesmo. Caminhar um pouquinho com a Lu e a Alana antes de tomar o busão para casa.

Eu tenho saudade, mas minha vida não ficou no passado. Do contrário: hoje sentamos eu e Joel numa praia sueca – um pouco de areia, mar bem escuro, a praia cheia de algas, um vento friooooo!!! – para sonhar e tagarelar. Falar do futuro, falar de trabalho, estudo, falar de felicidade! E pensar que tantos domingos a tarde eu sentei diante desse mesmo computador para falar com o Joel pelo skype, querendo tanto fazer o que eu fiz hoje!

Acho surpreendente simplesmente isso: que eu sentei numa praia sueca para falar da vida… com um rapaz sueco fantástico que mudou meu mundo. A vida é cheia de surpresas, quem sabe quando eu vou sentar de novo com todas as pessoas queridas de quem eu tenho saudade agora?

Eu penso que será logo…