Lar doce lar

A lei de Murph impera: to gripada. No mais, tudo vai de vento em popa no Brasil. Na real, não com muito vento não, tá super abafado e seco, não tem chovido por essas bandas e a previsão do tempo na televisão só mostra mais e mais chuva para o povo que já tá debaixo dágua, lá em Minas e no Rio.

Apesar do quadro de desoloção – a soja tá morta e o milho não produziu nada – to bem feliz e não me importo um tiquinho com a falta de chuva. To suando e feliz. Tem um solaço que me queimou o nariz no primeiro dia e eu nem; até fiquei com aquela marca horrível de regata só de sair para comprar calcinhas. Mas nada diminui meu entusiasmo: to usando chapéu e ou guarda chuva quando to na rua (não estou branca, estou quase transparente), além de quilos de protetor solar. Me sinto apenas um tiquinho egoísta, mas é mesmo apenas um tiquinho.

Tem uma coisa que tira meu entusiamo: televisão. Céus, sorte que consegui instalar a internet aqui em casa porque BBB (como eles chegaram a décima segunda edição dessa merda?) é para dar náuses em Gandhi.

Com exceção dessa grande merda, ah! como a vida é boa. Amigos e família perto. Calor. A caipirada saindo na rua com carro velho e som ligado no último volume. Cerveja gelada – gelada mesmo, de trincar os dentes. E churrasco… céus, como é bom comer carne…

To feliz até com os pernilongos… será que dura três semanas?