Uma Caipira na Suécia #02

Eu não sei ao certo se o Brasil está há doze ou treze mil quilômetros daqui – ou melhor, o pedaço de Brasil que eu chamo de meu; mas fiquei surpresa com uma coisa: to me sentindo em casa.

Não que as férias não estivessem boas. Foram demais. Infelizmente, precisaria de mais três ou quatro ou infinitas férias para mim fazer tudo o que eu queria, como poder gastar toda a conversa acumulada, e visitar meus irmãos, e tomar tererê e cerveja com as amigas, e ir para baile sertanejo… Me fez uma falta danada ficar mais ao sol, mas eu to com uma manchinha suspeita e tive recomendações expressas de me conter. Fora disso, tudo 10.

Nos últimos dias antes de sair fiquei martelando todos os “se”s da minha existência. Eu realmente queria ficar mais, nem consegui dar um abraço no Silvio! , mas ao final percebi que todo mundo tem saudades de alguma coisa que já teve: da infância, da juventude, de um grupo de amigos, de alguém que não pode mais voltar… e eu não sou exceção. Vou sempre ter um buraco no peito lembrando que eu tenho mais, e não menos, do que eu acho que tenho.

Mais amigos, e mais histórias para contar. Me surpreendi com o tanto de pessoas que mandaram uma mensagem ou um alô para dizer que estavam felizes com a minha volta – o pessoal aqui tem consciência de que o Brasil é um páreo e tanto para a Suécia. Mas o importante é que parece que to aprendendo a ler os suecos, e finalmente, fazendo amigos!

Hoje volto ao trabalho e terça-feira começa a escola. Ainda sonho com o Brasil, mas no fim das contas, minha vida está aqui…

Anúncios