Göteborg News #03

To scaneando o note em busca de vírus e desinstalei uma porrada de programas que estavam esquecidos na minha maquininha desde que eu mudei – já saquei que não vou utilizá-los mesmo… O Google Chrome entrou na lista também, não porque eu queira deixar de usar o navegador mas porque estava muito lento. Até agora o scaning não acusou vírus, mas eu percebi que havia uma série daquelas “ferramentas de busca” no meio dos programas (aquelas coisas que não servem para nada além do que poluir o navegador e deixa-lo mais lento). O porque de toda a função é que meu perfil no facebook foi invadido por spam (tipo jogue poker online ou perca barriga sem esforço, clareie seus dentes, etc) e eu to tentando resolver o causo – já que não consigo contactar a ajuda do facebook.

Duas coisas me chamaram muito a atenção nessa semana nos jornais de Göteborg: a história dos pedintes do centro e do lixo na rua em Andra Långgatan (mais ou menos centro, uma rua importante de um bairro importante de Göteborg). Mas antes de falar disso, uma palhinha: estreei a bike na quarta, e pedalei mesmo longe demais para o primeiro passeio. Decidi que ia pedalar até no mínimo Gamlestan (8km) mas no fim fui até um poquito mais longe (10km). A magrela funciona muito bem, eu fiquei bem feliz, não me cansei muito, não tenho dores no corpo (em decorrência da pedalada) mas to com uma senhora dor na bunda – preciso trocar o banco da bici urgente!

Também fui no tal encontro de apresentação da escola e foi uma completa perda de tempo. Eu não sei porque eles (os suecos) fazem com que seja uma exigência você comparecer a escola 2 meses antes do início das aulas para assinar uma folha de papel e olhar para a página da escola na web. Ah, a gente também conheceu as saídas de emergência da escola e agora eu me sinto muito mais segura porque em caso de incêndio eu ainda vou me lembrar – daqui a dois meses -para aonde eu devo correr. Sem falar no pior: troquei de escola e a professora mala do SAS A tá incluída no pacote: sem mentira, a primeira pessoa que vejo quando coloco os pés na sala de introdução é quem? Quem???? Elaaaa. Ainda vou tentar trocar de escola.

O caso do lixo em Andra Långgatan. Fim de semana rolou uma festa de rua em Andra Långgatan, umas das ruas mais frequentadas por jovens em Göteborg (a maioria dos bares com cerveja boa e barata estão lá, então se você quer beber cerveja barata tem que chegar bem cedo para brigar por um lugar). Não encontrei maiores informações sobre quem organizou a festa e no final das contas a discussão começou porque a festinha rolou no sábado mas as ruas estavam cheias de lixo até a segunda de manhã.

Pra simplificar a história, alguém se indignou e ligou para a kommuna (tipo prefeitura) questionando porque ninguém apareceu para fazer uma limpeza cedinho já no dia depois da festa e recebeu como resposta um “a kommuna não foi informada a respeito do caso e não pode fazer tudo sozinha”. A resposta atravessada do responsável da kommuna gerou uma discussão e muita  gente mandou fotos para o jornal mostrando que a kommuna  não esta cumprindo o seu papel – no que concerne ao recolhimento do lixo – também nao se importa com o lixo espalhado pela ruas daqui e dali, que nesse parque não tem lixeiras, nos lagos e entornos blá blá blá e etc.

Uma das primeiras coisas que me impressionou quando mudei foi que sueco adora fazer pequinique, sair com uma marmitinha e sentar aqui e acolá ou simplesmentes comprar um lanche na rua ou comer um fika nos parques; e que a maioria do pessoal é super organizado e não deixa lixo depois que vai embora. Como toda regra tem exceção, sueco bêbado e festando é exatamente como qualquer povo bêbado festando. Quer ver lixo na rua é só dar uma passada na Aveny sábado ou domingo cedinho: garrafas, latinhas, sacolas, comida, tudo esparramado pelo chão. Como esse é um padrão que se repete a cada fim de semana a komunna dispõe de um pelotão especial para dar um uma boa faxinada na Aveny, afinal é uma das ruas principais da cidade; assim os turistas não veem o lixo.

Parece que esse detalhe também foi responsável por apimentar a discussão do caso de Andra Långgatan: por que alguns locais tem tratamento especial e outros tem de ser soterrados por lixo? Boa pergunta. Eu já comentei aqui no blog que o negócio aqui no bairro às vezes fica degradante, e nós também temos de esperar que a kommuna recolha tudo… depois de vários dias. Antes da reportagem eu imaginei que isso sempre foi assim porque é um bairro afastado, bairro de estrangeiros e etc e tal, mas o jornal mostrou fotos de bairros do centro da cidade e até de locais específicos do Slottskogen virados num verdadeiro lixão. A pior imagem na minha opinião é essa aqui: vaso sanitário ao lado do parquinho das crianças! Que nojo!

Fonte: Göteborgs Posten (www.gp.se)

Claro que depois de uma semana discutindo o assunto algum expert do jornal declarou que a população e a kommuna devem realizar um trabalho em conjunto para que a cidade fique mais limpa (cara… só um expert mesmo pra chegar a essa sábia conclusão!). A reportagem traz também a informação que a multa para o caso de pessoas que jogam lixo em local impróprio é de 800 koroas suecas (o equivalente a R$200) e que é aplicada pela polícia. Nunca vi um policial vigiando lata de lixo! E pensando bem, a imagem seria cômica…

Eu comentei no post sobre racismo que tem um monte de ciganos pedindo diariamente nas portas do Nordstan (o shopping que fica bem no centro de Göteborg). Hoje o GP apresentou uma reportagem com dados sobre essa “população de rua” formada principalmente por ciganos búlgaros: alguns dizem ter sido enganados ao mudar para a Suécia atrás de um posto de trabalho que nunca existiu e que não tem como voltar para casa; outros assumem que sempre pediram e que é o que continuarão fazendo.

Segundo o GP há indícios que os pedintes tem um grupo organizado, pois os mesmos são deixados por um carro nas proximidades do Ullevi pela manhã e recolhidos pelo mesmo carro ao entardecer – informação que é confirmada pela polícia. Pedir não é ilegal na Suécia (desde que você não esteja sendo obrigado a fazer isso por outro) e a polícia não pode prender e enviar de volta (a Bulgária, no caso) cidadãos europeus só porque eles estão pedindo.

Para mim o grupo realmente cresceu e ficou mais ofensivo: houve um tempo em que eles apenas sentavam as portas do Nordstan ou tocavam algum instrumento dentro do spårvagn, agora eles literamente correm atrás de você pedindo sua comida, sua lata de refrigerante ou qualquer lata de alumínio (você recebe uma coroa sueca por cada lata devolvida em estações de reciclagem) ainda que você não tenha terminado de beber; e dinheiro. Alguns apresentam papéis que supostamente são atestado da doença de uma criança ou de uma cirurgia.

Sou contra a políticas de dar esmolas. Mesmo que não houvessem suspeitas de que eles são um grupo de pessoas que trabalham pedindo, ou pior ainda se há um grupo de pessoas sendo obrigadas a pedir, aquela moedinha que deixamos não é caridade, não ajuda a pessoa a crescer e melhorar na vida. Só não entendo porque a kommuna não fez nada ainda a respeito disso também…

Ou será que os ciganos estão na mesma conta do lixo das ruas?

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Agora vamos prosear!

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