Cantiga Infantil Sueca

Sempre que lia o blog do pessoal que tem filhos encontrei muitos elogios aos programas infantis suecos, literatura e etc e tal. Nunca encontrei nada específico com relação a canções infantis, e pensando bem, por que encontraria? Em todo o caso, desde março tenho ouvido, e muito, música infantil sueca.

Meu sueco não é pró suficiente para entender as cantigas de cabo a rabo – e algumas vezes eu entendo a palavra errada – mas num primeiro momento parece muito normal: as cantigas tratam de animais, de travessuras infantis, de brincadeiras, e até escutei algumas que são como que cantigas internacionais (como dos 10 indiozinhos) com a melodia igual mas a letra diferente (obviamente… afinal a cultura também é). Particularmente achei a versão sueca bem engraçadinha, porque são 10 indiozinhos grandes e fortes, armados com arco e flecha que querem pegar um urso; mas quando o urso chega eles correm para casa!

Dica de sueco: sempre confundo indier e indianer, porque ao contrário do português indier é o cidadão que nasce na Índia e indianer é o cara que vive na floresta. Ou seja: INDIER=INDIANO e INDIANER=ÍNDIO

Além dos indiozinhos tem o Pai Abraão (tem muitos filhos…)  e aquela dos dedos das mãos (polegares, polegares, onde estão? blá blá blá!); além de Frei Jacques e da Dona Aranha (subiu pelas paredes…). Cada dia aprendia uma nova, e tentava lembrar a letra e melodia, ficava cantarolando. Uma das que mais gostei é uma que fala da menina e do seu cavalo (ou do menino e do seu cavalo), e as músicas compostas pela Astrid Lindgren – famosa escritora de contos infantis sueca que além dos livros escreveu também as músicas para seus personagens – com direito a melodia e tudo. A mais famosa delas é Pippi Långstrump (Pippi Das Meias Compridas – hahá); a menina que mora em uma “vila” com seu macaco e cavalo. Nota: todas as crianças dos livros de Astrid Lindgren são extremamente travessas, ao estilo de Pedrinho e Narizinho do Sítio do Pica Pau Amarelo.

Mas qual não foi a minha surpresa: aprendi uma que falava de uma família de tubarões e a tal da musiquinha grudou na cabeça e, para variar, cheguei em casa e fiquei cantarolando a tal da cantiga pra lá e pra cá. Eu só sabia um pedaço (que uma garota nadava e chegaram os tubarões – haj=tubarão) Pappa haj! tchu tchu, tchururururu! Och mamma haj! tchu tchu, tchururururu! Och morfar haj! tchu tchu, tchururururu!! Och mini haj! tchu tchu, tchururururu!!  De repente o Joel: Aprendeu no trabalho? E eu: Aham. Legal né? Parecia muito bonitinha, a menina nadando com os tubarões, uma musiquinha muito feliz!! Continuei cantarolando… e como eu só sabia aquele pedaço, no fim ele completou: Det kom blod… och massa blod (chegou sangue… muito sangue)… E eu: Quê? Kom blod???? Quequéisso!?!?!?! Na músiquinha que aprendi tem essa parte não!!! E ele rindo: Tá… não tem.

Podem imaginar o resto da história? Além da parte do sangue, tem a parte detalhada de como eles comeram a menina e o menino que nadavam… primeiro os braços e depois as pernas e o corpo… oO e as crianças do coro na canção rindo a valer! Si-nis-tro!!!! Achei uma versão meio palhosa no YouTube, sem um vídeo, mas com o melhor áudio:

É ou não é para colocar o Boi da cara preta no chinelo??

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