Ano novo…

Quando um ano termina e outro começa a gente tem o costume de fazer promessas de ano novo ou apenas de fazer uma lista de desejos para o ano vindouro. Não deixei nenhuma lista com a, b, c ano passado e penso tampouco fazer isso agora entretanto, vou compartilhar meu desejo número um para o ano de 2013.

Eu vou casar esse ano. Gente que doido isso! É maravilhoso. Lindo. Espetacular e… ridiculamente caro. Já me disseram que eu tenho que relaxar, que é só uma vez na vida (e sim, eu entendo porque as pessoas deveriam se casar apenas uma vez na vida e também porquê muitas delas resolvem nunca mais casar outra vez quando por acaso se divorciam: é lindo mas é carooooo!). Meus pais vem para o casório e vão ficar uns dias conosco e meu desejo número um para o ano de 2013 tem a ver com tudo isso, não apenas que o casamento seja uma festa bonita e gostosa como também que meus pais passem um tempo super legal junto com a gente.

Isso me deixa um pouco ansiosa com relação ao meu desejo número dois para o ano de 2013: quero meu emprego como assistente social. Já comecei a ler o conjunto de leis sociais suecas – edição comentada (600 e trá-lá-lá-lá páginas das quais li 10, reli, entendi 2 parágrafos por página… mas eu vou pegar no tranco) e já mandei uns currículos, mas acho que preciso mesmo de um tempo para me familiarizar com termos e com o geral de cada lei para não parecer uma porta na entrevista.

Preciso abrir um parêntese: a Fernanda – do blog Aprendendo a Viver na Suécia – mudou para cá mais ou menos no mesmo período que eu, ela conseguiu a validação do diploma dela (de pedagoga) algum tempo antes do meu, e ela conseguiu emprego agora, depois de lutar uns bons três meses. Isso me enche de esperança! Deixo o relato dela aqui – que contêm ótimas dicas para quem está procurando emprego no geral (e não só na Suécia): Proletária novamente.

Parêntese dois: dizem que o Arbetsförmedlingen oferece aos estrangeiros que tem uma profissão – indiferente se esta é resultado de graduação universitária ou não – um curso de sueco profissional. Não é este o nome do curso, mas eu estou chamando assim porque o objetivo desse curso de sueco em particular seria de auxiliar o estrangeiro a aprender termos e expressões relacionados a sua profissão. Pra variar, não tem para mim: são poucas as assistentes sociais que caem de paraquedas na Suécia e se eu quisesse ter uma espécie de curso geral de sueco profissional (para adquirir uma linguagem mais formal) teria que ir para uma cidade lá nos confins do norte sueco. Sem falar que eu só poderia me candidatar a vaga e aceitar que talvez eu não seria selecionada.

Pra terminar, eu me pergunto porque eu tenho um relacionamento tão ruim com o Arbetsförmedligen: uma handleggare que não tem tempo para mim, cursos que eu não posso frequentar ou que não existem na minha área, programas nos quais eu não me encaixo porque trabalho demais ou de menos – sim, porque você não pode se registrar para isso ou aquilo se você não tem ao menos algum trabalho em vista… Aquele curso (o de sueco profissional) faria um bem absurdo tanto para mim quanto para o meu currículo!! No fim das contas, acho que entendi tudo errado e misturei as bolas legal, me enchi de expectativas com coisas que nunca foram para mim e que não existem, porque, sinceramente, não pode ser perseguição – e se fosse, por que eu?

Voltando ao foco, se eu conseguir o emprego provavelmente não terei férias em menos de um ano… eu me pergunto se as coisas se “casariam”. Não estou sofrendo por causa disso, mas avaliando: meus pais virão e é a primeira vez que eles vão ficar longe de casa e tirar férias de verdade, quero que seja especial para eles… será que consigo conciliar o trabalho novo, preparativos do casório e ser uma boa anfitriã para meus pais? Nem é certo que eu tenha algum trabalho até a chegada deles… mas talvez seria interessante eu procurar alguma coisa de 50% para começar… se bem que eu quero trabalhar 100%… ou continuar assistente pessoal até eles irem embora e usar o meio tempo para me aprofundar no meu livrinho de legislação social sueca… quem sabe frequentar um curso de sociologia e história da sociedade sueca… tantas ideias!

Ano novo, dilemas novos!

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Enquanto isso, minha irmã mais velha achou o sapato de casamento perfeito para mim – o que faria minha irmã mais nova ter um ataque!

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