Mudei!

Deixei meu bairro de estrangeiros barulhentos e coloridos para cair em uma vila bem sueca. É sinistro. E tipo, uma vila mesmo, tenho quatro vizinhos e  ouço o sino das seis horas tocar. Mas curti muito isso!

No sábado juntamos uma galera que ajudou a carregar nossos móveis – que pareciam quase nada, afinal, quando se mora em 40m quadrados a coisa deveria ser simples, certo? Errado! Precisamos de três viagens até o trem ser completo… Adivinhem só quem é que estava no meio dessa galera? A Vânia do “Diário de uma Teimosa” e o maridão dela! Um muito obrigado super especial para vocês dois!

Depois de todo o carregamento e descarregamento olhei para todas aquelas caixas e a bagunça e tudo parecia tão surreal. Todos os meus móveis em uma casa. E tipo, eu tenho quintal agora.  E muitas caixas para organizar! Nem sei onde estão todas as minhas roupas e minha sorte é que não trabalho até quarta feira. Enfim, parece incrível, decidimos meio de supetão e agora é real: temos uma casa.

Temos e temos pois não compramos. A história  é longa e os detalhes desnecessários e para simplificar a coisa toda mudamos porque “alugamos” a casa por um ano. Alugar não seria bem o termo, mas tudo é meio enrolado. Certinho, ao modo sueco, mas enrolado. Na verdade, temos um acordo com o dono e dentro dos termos do nosso contrato podemos mexer na casa durante esse período, trocar papel de parede, pintar, fazer pequenos e grandes reparos e um monte de outros etc. E queremos, o Joel parece criança em dia de Natal e até eu estou doida para começar. Na verdade, já comecei: estou faxinando a casa todinha!

Fazia parte do acordo pegar a casa do jeito que estava, ou seja, com tudo dentro. Aquilo que o dono queria ele levou embora e agora é com a gente fazer o faxinão. Quando entramos na casa no sábado estava uma bagunça, com as nossas coisas misturadas as coisas que o antigo dono havia deixado, um caos! A Vânia me deu uma ajuda de fada na cozinha – obrigada de novo mulher! – e depois disso ficamos eu e Joel organizando quarto por quarto.

Dica de limpeza: para tirar o ferrugem de talheres use coca cola.

E tiramos muita coisa daqui que não vamos usar. Separamos o que é possível ser aproveitado para o second hand e o restante vai (e já foi) para o lixo. E não é bem assim, pegar tudo e colocar num saco e deixar num depósito não: cada coisa tem que ser separadinha dentro de categorias (vidro, metal, papelão, plástico duro, coisas que não há como reaproveitar e serão queimadas, porcelana/vasos, eletrodomésticos, madeira, químicos); sendo que os remédios (mesmo os vencidos) devem ser devolvidos nas farmácias. Falando nisso, a Priscila do “Mineira abaixo de Zero” acabou mesmo de escrever um post contando como é que funciona essa coisa de separar o lixo por aqui. Curioso? Clique aqui.

Como não achei a máquina fotográfica ainda, deixo aqui uma ideia de como a casa parece. Mas não, a gente não mora num prado…

casa