Dois anos de Suécia

E eu esqueci de postar aqui ou qualquer coisa no facebook. Mas eu lembrei dos dois anos. Ou melhor, eu ainda lembro muito bem daquela viagem meio louca que eu empreendi justo quando mudei – 15h num ônibus para pegar o passaporte na embaixada e depois, mais 15h voando – sem contar as esperas entre conexões. No total forma praticamente 48h viajando…

Lembro de ter chegado tão exausta e de dormir 16 horas seguidas. Nada mal para uma dorminhoca.

Muitas coisas mudaram como, por exemplo, a minha impressão de que minha família sueca era muito legal mudou para uma certeza de que minha família sueca é muito legal. Não que eu escreveria no blog que eles são pessoas difíceis se eles fossem pessoas difíceis. Eu só não escreveria nada. E sofreria um bocado pois, piegas ou não, família é importante para mim. Desde o começo eles me apoiaram e na verdade eles são as praticamente as únicas pessoas que ainda me ensinam algum sueco. No mais, acho que eles não são uma família muito sueca pois às vezes me pego numa bagunça meio louca que caberia muito bem dentro do comportamento normal da minha família.

Bom, deu para perceber que alguns preconceitos continuam, não é? Ainda acredito que os suecos são mais fechados, mais frios, mais na deles. Não acredito que isso seja algum tipo de defeito, ao menos não no caso das pessoas das quais gosto. Mas sempre é assim não? Amamos as pessoas que nos são próximas e por isso não entendemos as esquisitices delas como algum tipo de defeito. Mas me irrita por demasiado a falta de língua dos suecos em alguns casos comuns, como, por exemplo: você está sentado no bonde/ônibus no banco do corredor e a pessoa que está na janela precisa sair no próximo ponto. Ela vai: a) pedir licença; b) ficar te olhando para ver se você entende que ela quer licença para passar; c) juntar casaco, livro ou a bolsa num atitude bastante ruidosa para indicar que ela está saindo; d) montar em cima de você ou simplesmente te atropelar porque você não saiu do lugar, sem pedir licença ou desculpas. Só para avisar, nesse caso o sueco vai utilizar (em 90% dos casos) de todas as alternativas citadas com exceção da opção A. Se você estiver em uma lojinha apertada ou similar, qualquer local cheio de gente, é isso que a maioria das pessoas vão fazer também. E muito provavelmente você vai receber uma cara feia por estar no lugar e hora errado.

Outra coisa que faz um sueco perder a língua é para falar sobre intimidade. É muito difícil falar sobre coisas pessoais mesmo com pessoas que já conheço há algum tempo. Em contra partida uma coisa que curti muito por aqui é que sueco não gosta de fofoca. Ou pelo menos, algumas pessoas mantêm atitudes bem duras com relação a isso. Principalmente no trabalho: alguém fez um comentário indiscreto e uma terceira pessoa cortou na hora. E não, não fui eu a infeliz que teve essa ideia brilhante, eu já sou estrangeira e tenho que provar um bocado para manter meu trampo, não faria uma coisa idiota como espalhar burburinhos. Sueco é bem daquele tipo que acredita que pessoas inteligentes falam sobre coisas – política, ciência, livros, moda, história, música – enquanto pessoas idiotas falam sobre a vida dos outros. Ponto para eles.

Devagar parece que estou engatando novas amizades. No início eu confundi muito gentileza com amizade e quando descobri que estava me iludindo foi muito duro para mim, passei um tempo muito triste e solitária. Agora comecei a trabalhar a coisa de outro modo. Além disso, não há só suecos na Suécia, e graças a Deus encontrei umas pessoas porretas – porque, pasmem, estrangeiros são mais duros contra outros estrangeiros do que os próprios suecos. Isso me doeu muito e foi um dos pontos que me levou a deixar de frequentar a academia. Havia milhares de estrangeiros como eu lá, mas nenhum deles queria estabelecer contato. Ao contrário dos suecos, não foram nem gentis. Mas o objetivo desse blogue não é fazer com que vocês tenham pena de mim – pobre menina rica! Há. Bom, na mesma semana em que recebi meu personnummer (logo depois de chegar) encontrei com uma nicaraguenha porreta no Arbestförmedlingen. Trabalhamos juntas e já rimos e choramos um bocado juntas. E graças a Deus que apareceu essa menina meio persistente no meu mundo porque se não fosse por ela meus contatos aqui na Suécia estariam perto de zero.

Eu me fechei por muito tempo e fiquei meio deprê, tava desiludida com minhas expectativas furadas e chocada pelo fato de outras estrangeiras serem tão rudes comigo. A Jenixa nunca deixou de manter contato e agora que eu peguei a minha ponta de responsabilidade pela nossa amizade a coisa vai crescendo e indo muito bem. Estou feliz por ela não ter desistido e me ensinado também algumas belas lições pois, depois disso, foi devagarinho que eu e a Vânia também fomos juntando nossas fomes com vontade de comer e agora, poxa, sinto nela uma verdadeira amiga.

Acho que o blogue faz um bem danado para mim. Esse contato que eu tenho com todas as outras blogueiras, essa relação simples que a gente acabou estabelecendo por conta das nossas histórias tão parecidas e únicas, isso tem me deixado bem segura de mim mesma e até me forçado a esquecer esse sentimento de rejeição que senti por parte do pessoal mais fechado do lado de cá. Meninas, vocês são especiais, e quem sabe nossa relação não seja daquelas amizades em que rolam segredinhos e longos papos ao telefone; mas eu sinto que nos comentários e os recadinhos por e-mail/facebook uma prova de que temos uma ligação. Obrigada!

Ao mesmo tempo estou muito feliz por perceber que minhas velhas amizades continuam firmes. Quando estive no Brasil em novembro foi tão bom reencontrar minhas parceiras de todo um sempre: Angela, Lu, Maira. Eu mudei, elas também, mas nossa amizade ainda está ali. Eu tinha medo disso mas agora eu sei que quando eu estou com elas basta sentar e fazer como sempre. Matar a saudade.

Falando em saudade, é a saudade da família que bate mais forte, que marca mais dura. Sei lá, meus sobrinhos ficaram gigantes enquanto eu estive fora. As minhas irmãs continuam as mesmas. Já meu irmão ficou com cara de homenzinho – verdade, não adianta xingar. E o pequeno Jorge falando. Meu pai está mais grisalho mas aquele jeito de contar piada e dar risada ainda é a mesmo. Minha mãe… mãe é mãe, elas podem até mudar mas a gente vê só isso, que elas ainda são mães e a minha é, ainda, muito minha mãe.

Mas eu mudei um bocado, eu acho. Sou uma pessoa muito insegura em sueco, e sou eu mesmo em português – ou, ao menos, sou aquilo que acredito ser em português. Eu não sei se todo mundo passa por isso mas eu tenho um complexo de dupla personalidade por causa do idioma. Como o português é a língua materna obviamente é muito mais fácil me expressar e mostrar/pedir o que quero, ser objetiva ou não. Eu escolho. Já em sueco… vivo me irritando por perder as palavras, ainda tenho dificuldade em falar ao telefone, me faltam adjetivos, me faltam verbos, me falta segurança. É muito comum me sentir perdida e com vergonha por estar perdida quando estou no meio de suecos. Eu tento manter uma postura calma, com um sorriso enquanto vou fazendo outra coisa até entender o que eles querem – enquanto por dentro estou gritando em desespero por não saber o que está acontecendo. Eu sou uma pessoinha meio fascinada pelo controle e quando ele some das minhas mãos ou desaparece sob meus pés, tenho graves problemas.

Consegui jogar alguns monstrinhos feios pela janela. Foi aqui que deixei de lado o discurso tipo não sou homofóbica mas… para sempre. Suecos são um povo idealista demais, de um jeito meio bobo até, e isso é contagiante. Eles querem igualdade, liberdade e fraternidade com mais força do que os próprios revolucionários da revoluçao francesa de 1792 queriam. E fazem isso por meio de pequenos gestos sem ficar enchendo o saco. Curti e to copiando. Sabe aquela velha máxima um exemplo vale mais que mil palavras? Penso mais nos direitos dos pobres, negros, homossexuais e minorias em geral de uma forma mais concreta. Penso até em mudar o mundo comendo comida ecológica. E comprando bens de consumo ecológicos. Até a causa dos animais – que eu achava meio sem noção – estou achando um barato. Não significa que virei militante, tampouco acredito que vou virar uma militante para tantas coisas. Mas aqui eu entendi que sou capaz de fazer escolhas que mudam o mundo, ou que mudarão o mundo, tanto faz. Eu nem preciso de muito esforço.

Até minha noção de geografia mudou depois que mudei e agora eu tenho uma consciência política mais apurada, tudo culpa daquele ruivo lindo de olhos azuis que cruzou meu caminho. O amor amadureceu, nossa relação também e eu acredito que esse é o curso natural das coisas. Estou mais feliz do que nunca por ter tido coragem de tomar esse passo em direção a um desconhecido tão grande e nesse caso, não me refiro a Suécia e sim, ao amor. Ninguém que muda para cá por causa de um relacionamento espera que o negócio vá pelo ralo, mas nem as minhas melhores expectativas eu poderia imaginar meu relacionamento assim. O Joel fez toda essa enorme mudança valer muito a pena.

Claro que ainda tem muito pelo que estou esperando. Um emprego de tempo integral por exemplo. Mas tudo muda todo o tempo, quem sabe uma bela oportunidade surge sem nem ao menos eu entender porquê. E eu tenho ganhado tanto! Essa oportunidade de morar em uma casa por exemplo, é fantástica. Eu que já morei num coletivo – a gente tinha só um quarto e os móveis para um quarto; e depois num apartamento pequeninho; agora tenho espaço de sobra…

E o ano promete mais, com o casamento e meus pais chegando… vixxx!! Hahahaha!

Dois anos na Suécia e to feliz. Feliz demais.

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16 comentários sobre “Dois anos de Suécia

  1. Então mil parabéns por seu aniversário na Suécia! :D Este é um percurso sempre a subir e espero que você continue partilhando connosco o seu percurso!
    No seu terceiro ano de Suécia espero que rolem pelo menos dois encontros de blogueiras, hihihi, estou cheia de vontade de ver você de novo!
    Beijos

  2. Me emocionei lendo seu post! Tenho tantos medos,tantas inseguranças também e nem cheguei ai ainda! Estou esperando o visto sair…mas nenhum medo tão forte de me fazer desistir desse tal desconhecido que vc citou, o Amor! Bjs

  3. Parabéns Maria, assim como a Rafa (acima) eu tb estou aguardando meu visto, mas já estive uma temporada gelida na Suecia, e em 1 mes, fiquei deprimida, com tanta neve…com a frieza das pessoas…e achei que todo mundo me odiava…
    Meu namorado só fala ingles e sueco, e eu só falo portugues e espanhol, bom sobrevivo no ingles…nossa comunicação é pessima, porque ele é muito exigente se eu digo uma palavra errada em ingles em uma frase, ele nao tenta entender o contexto, simplesmente repete ??? milhares de vezes, até eu me estressar ou ficar frustada por nao saber me expressar no idioma
    Estou estudando sueco, tentei praticar com ele no telefone, desisti..me senti como se nunca fosse aprender falar o sueco e pronunciar parecendo que to com um ovo na boca.
    Mas o amor…ah esta palavrinha…tudo supera, tudo suporta…e meu namorado tem outras mil qualidades que nem um outro tem rsrs
    Mas nunca tive medo de experiencias fora, fui morar na Espanha sem nunca ter ouvido espanhol, aprendi lá…é claro a Espanha tem uma cultura parecida com a nossa, as pessoas se conhecem, se abraçam, dão beijos…fiquei pasmada quando fui apresentada as pessoas na suecia…uma mão estendida a kilometros de distancia…

    Sei como é a amizade com estrangeiros, meus melhores amigos na Espanha eram alemães, suiços, franceses….menos latinoamericanos…brasileiros então…nossa se eles tinham alguma informação que pudesse te ajudar, jamais a passavam com medo de voce ser melhor que eles…

    Mas eu vejo nos blogs que as meninas que estão na Suecia tem postado informaçoes claras e coerentes para ajudar o proximo. Acho bem legal e tb quero fazer o mesmo!!

    Espero um dia que possamos reunir todas nós para nos conhecermos pessoalmente!!

    Bjs

  4. Ah, que bom de ler :) Quantas vitórias e histórias fantásticas! E que gostoso ler sobre o teu desabrochar aqui na Suécia – ao menos é assim que parece para mim, um desabrochar. Queria abrir meu coração em um blog assim como você faz… Um dia crio coragem. Espero continuar lendo esses relatos maravilhosos por muitos anos! Beijos, Maria!!!

  5. Ai que linda! Não tenho palavras para descrever o carinho que sinto por ti e acho que nossos blogues nos uniram, não em conteúdo, mas pelo respeito, companheirismo e amizade que temos uma pela outra. Você é muito especial!!!!
    Parabéns pelos dois anos e que venham muitos mais. :D
    Um super beijo!

  6. Maria,

    fico muito feliz em te ler, principalmente o seu comentario sobre ter ido além dos seus preconceitos. O “nao sou homofobica mas…” é um bom exemplo. E que coragem que você tem de reconhecer as proprias falhas. Também acho lindo como você consegue admitir as trocas entre você e o Joel.

    Adoro ler seu blog.

    Parabéns pelos dois anos e eu tenho certeza que logo logo a energia que você tem vai ser usada em um trabalho que te agrade.

    Beijos

  7. Olá, eu morei 4 anos na Suécia, e voltei para o Brasil há 10 anos. De vez em quando passo por aqui para ler seu blog e identifico muitas situações pelas quais passei. Quanto ao idioma, eu divido em 3 fases: no início eu não entendia nada, após um tempo eu entendia as palavras, mas não entendia o humor e dava um risinho amarelo quando todos rachavam de rir. E finalmente o último estágio, quando se entende as piadas, rimos juntos e somos entendidas quando fazemos alguma piadinha. Parabéns pelos seus primeiros dois anos!

  8. Ehhhh Caipira!!! Você é querida mesmo.
    Os suecos são mesmo um pouco mais fechados para falar sobre a intimidade ou desabafar, eu acho que é justamente por conta deles serem assim tão discretos e talvez ele sintam-se invadindo se perguntarem algo mais pessoal.
    Que bom que você desenvolveu um amor grande por esse povo, encontrou a teimosa pra te fazer companhia e as coisas tem fluido naturalmente na tua vida. Parabéns!!!!
    E vamos celebrar mais datas assim, né??? A língua vem com o tempo, mesmo morando aqui por 5 anos ainda tem vezes que eu fico perdida na conversa deles, se falam muito rápido ou se usam alguma piada que eu não estou habituada, Normal. Então sem pressa, que isso também vai chegar aos poucos.

    Bjo

  9. Caipira querida, quantas mudanças, heim?Imagine daqui a uns 5, 7, 10 anos!!Sim, florzinha, você subirà cada vez mais, se desenvolverà e farà descobertas maravilhosas!È o que desejo para você :)

  10. Olá!

    Joana!
    Obrigada! Espero continuar “evoluindo” por aqui. E sim, quero muito encontrá-la mais vezes!!! Caso venha para Göteborg não deixe de mandar um recadinho!

    *****
    Cíntia,
    Obrigada guria! Quem sabe o que é que vou contar daqui a quatro ou cinco anos? Quem sabe nem estarei mais na Suécia…

    *****
    Rafa,
    O amor às vezes dá muito mais medo do que qualquer mudança, e por que será? Amar é tão bom… boa sorte com sua mudança e fico na torcida para que seu visto saia logo!

    Beijim!

  11. Oi Buscandonemo,
    Adaptação toma mais tempo para uns do que para outros, tem gente que se maravilha muito (primeiro) e só depois de um tempo é que começa a sentir o que você tá falando agora. Precisa falar com seu viking que ele está sendo duro contigo, na boa, eles entendem e ele vai te respeitar e te ajudar te todas as formas se você se abrir e se explicar. Depois, uma coisa que a gente precisa aprender quando muda é que saímos do Brasil e que vai haver um choque de cultura, e que nós precisamos aprender essa nova cultura. Não precisamos amá-la mas se não respeitarmos o trem fica pesado demais. Boa sorte com sua mudança!

    *****
    Ai Maíra do céu,
    Lembra dos nossos papos lá na época do Live Mocha e do Brassar? Falando nisso, esse forum existe ainda? Ah nossa, o tempo passa muito rápido… e aqui estamos nós desabrochando na Suécia. Hahahaha, tem dias que eu penso que eu queria escrever como você, porque acho que tem tanta força e convicção o que você escreve. Pra você ver…

    *****
    Vânia!!!
    Eu fico muito feliz de ter chamado a sua atenção e mais feliz ainda de que a gente acabou acertando os pontos! Obrigada, de coração, por fazer parte da minha vida!

    Beijos gurias!

  12. Paula!
    Já te vi por aqui? Se não, bem vinda! e se sim, bem vinda de novo! Acho que é meio difícil reconhecer nossos próprios preconceitos mas é libertador quando alcançamos essa coragem. Obrigada pelos votos de felicidade; eu acredito que meu emprego dos sonhos me espera na esquina, felicidade para ti também!

    *****
    Iracélia,
    Bem vinda ao blog!
    Bom, definitivamente estou na fase dois, pois não entendo as piadinhas… espero que isso mude logo! Tens saudades da vida daqui?

    *****
    Deby,
    Verdade, essa semana mesmo passei por esse de novo: em conversa com uma sueca fiquei no vácuo e nas respostas monossilábicas enquanto falávamos dela. Mudei o foco para “meio ambiente” e a conversa fluiu. Estou pegando o jeito… Eu chego lá com o idioma, o que me falta é paciência…

    *****
    Naraaaaa,
    Daqui uns cinco ou sete anos espero estar com dois meninos pendurados na barra da saia. Espero poder morar num lugar quente também onde eu possa usar saias… Hahahaah! Vai ser legal…

    Beijos gurias!

  13. Oi Maria
    Parabéns pelos dois anos de Suécia, você conseguiu me emocionar desta vez…heinn…ao mesmo tempo mostrou coragem e perseverância. Pretendo seguir seu exemplo em minha vida e principalmente quando eu estiver aí neste país totalmente diferente do que estou acostumada. Continue essa garota pra cima e vencedora, sim vc já é uma vencedora! Torço muito pra aparecer a opurtunidade de emprego que vc tanto quer. Bj

  14. Oi Gerusa!
    Obrigada pela força, afinal, tem dias que eu não acordo tãooo feliz assim com o fato de estar desempregada. Mas é uma aventura sabe, no final das contas, é isso! Faz a gente se sentir mais jovem também, meio criança às vezes, super perdida, mas vale a pena pois cada descoberta equivale a encontrar o elo perdido! Espero que você tenha uma adaptação legal por aqui. Beijinhos!!!

Agora vamos prosear!

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