Minha möhippa!

Óia a minha cara de boba!

Óia a minha cara de boba!

Dia primeiro de junho eu tive a minha despedida de solteira. Hahaha! E foi muito legal! Particularmente acho que tenho imensas dificuldades de contar histórias direito, mas vamos lá.

Tudo começou muito antes, é claro, porque eu nem imaginava quando seria o dia D. Aqui na Suécia as amigas da noiva fazem uma bela de uma conspiração para planejar o dia da despedida de solteira e, na verdade, eu não sei desde quando as gurias prepararam a minha surpresa. Só sei que em meados de março enviei uma lista a Karolina – que será minha värdina ou konferensier durante o casamento – com o nome da mulherada que eu gostaria que estivesse na minha despedida.

Qualquer dia desses o Joel me perguntou se eu não queria sair de barco em primeiro de junho. Desde que eu comecei a trabalhar a noite eu tenho tido mais finais de semana vagos. E isso é maravilhoso. E é claro que eu disse sim. Pra melhorar o dia havia amanhecido lindo, ensolarado e até mesmo quente. Eu estava super animada pensando que a gente não podia ter escolhido um dia melhor… aí o Joel me disse que a gente precisava de umas ferramentas para ajeitar o mastro e que passaríamos na casa do David (da Karolina) para emprestar. Eu estava tão feliz com o sol e a temperatura que nem desconfiei…

Quando tocamos a campainha na casa deles o Joel deu um passo para trás foi aí que eu percebi confete e serpentina caindo em cima de mim junto com “surprise”! Eu morri de rir de mim mesma porque ali naquele instante tudo parecia incrivelmente óbvio: o passeio de barco e a história maluca de emprestar ferramentas do David (que mora num apartamento); sem falar no fato que eu dirigi até a casa deles e o Joel não reclamou nenhuma vez que eu estava fazendo barbeiragens.

Toda noiva tem que usar alguma coisa esquisita durante a despedida de solteiro e assim que eu passei pela porta começou a transformação; enquanto elas me produziam num “look anos oitenta” (essa era a intenção) a gente comeu umas coisinhas e tomou “champagne” (=espumantes), o chamado champagne frukost. Depois cada uma se apresentou as outras contando como haviam me conhecido e eu respondi a um quiz sobre a minha história com o Joel. Ele já havia respondido o quiz anteriormente e a comparação das minhas respostas com as dele fez a gente dar boas risadas.

Champagne frukost e produção

Champagne frukost e produção

Acabado o momento light foi a hora de sair a rua para pagar mico. Mas sei lá, acho que eu sou muito bobona porque eu não estava com vergonha. A primeira brincadeira que eu tive que encarar foi um touro mecânico. Era um touro velho porque eu aguentei bem o tranco e cai só depois de 40 segundos! Hahahaha… até brinquei de novo e depois quase todo mundo tentou.

Eu ia pagar mico de todo jeito então... o negócio era relaxar. E a gangue que me fez "sofrer"

Eu ia pagar mico de todo jeito então… o negócio era relaxar. E a gangue que me fez “sofrer”

Haha! As fotos não são boas mas dá para ver que eu tenho estilo! E que roubei, afinal, não pode usar as duas mãos...

Haha! As fotos não são boas mas dá para ver que eu tenho estilo! E que roubei, afinal, não pode usar as duas mãos…

Em seguida eu deveria escrever um poema em sueco sobre o Joel. O detalhe é que ganhei uma palavra de cada uma das gurias, uma palavra que obrigatoriamente deveria constar no meu poema. Adivinhem? É claro que ia rolar sacanagem:

Min viking är så kul
Han gör mig kärleks full
Mitt hjärta hoppar i min bröst 
Varje gång jag lyssnar på han röst
Han är ganska knasig, men gosig
Och förresten har stor snopp
 

Quando meu poema ficou pronto partimos para o shopping, o Nordstan. Lá eu deveria fazer duas coisas: declamar o poema e coletar cinco etiquetas de cueca. Declamar o poema foi muito fácil, ninguém parou para prestar atenção em mim. Já as etiquetas de cueca… bem, primeiro que eu deveria cortar as etiquetas de cuecas de caras que estivessem passando por ali, ou seja, as cuecas deveriam estar no corpo de alguém. Teve gente que não gostou muito da brincadeira, ignorando legal; outros fugiram declarando que não tinham cueca – o que nos deixou com a questão: usariam eles calcinhas? Ou os gotemburgueses andam sem cueca? Melhor nem querer saber… demorei quase meia hora para juntar as benditas etiquetas – isso que eu estava bem sem vergonha de pedir. No fim das contas eu ganhei um colar de etiquetas de cueca – que nojento!

No shoping - nada difícil... ninguém se importa!

No shoping – nada difícil… consegui as 5 etiquetas e por sorte não vi o cofrinho de ninguém!

Por fim eu devia convencer alguém na rua a me deixar desenhar um retrato. Achei um tiozinho super bacana sentado num banco que ficou super feliz de eu querer desenhar o retrato dele. Um dos objetivos da brincadeira era de eu vender o retrato, mas o cara ficou tão emocionado de a gente ter abordado ele que ganhou o “lindo retrato” que eu havia desenhado.

Meu modelo do retrato! E algumas peripécias do caminho...

Meu modelo do retrato! E algumas peripécias do caminho…

Depois dessa partimos para o Liseberg jogar Femkamp.

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E pegamos uma super chuva dentro do parque de diversões! Por um momento eu pensei que estava mesmo no Brasil: ensolarado, quente e com direito a chuva de balde de uma hora para outra. Todo mundo acabou molhado!

Noiva em fuga! Mas era da chuva...

Noiva em fuga! Mas era da chuva…

Não fomos eu e minha parceira as vencedores da disputa e isso foi a coisa mais chata que aconteceu no dia da minha möhippa. O dia era para mim, ora bolas, elas deveriam ter me deixado ganhar!! Hahahaha! Beicinho!

O banho de chuva não desanimou a nossa gangue que saiu do Liseberg para um hotel (de volta para o centro) aonde a gente curtiu um banho na hidromassagem e depois se aprontou para comer num restaurante.

E o prato da noite foi… linguini! Eu amo massa e as meninas sabem, então fomos parar num delicioso restaurante italiano.

E pra fechar o dia, ou melhor, a noite, saímos dançar. O clube escolhido (por mim) foi o Tranquilo que toca sucessos latinos remixados.

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Cortei a Fani de uma foto, achei melhor recompensar em outra ;)

Cortei a Fani de uma foto, achei melhor recompensar em outra ;)

O resultado foi que caí na cama exausta as 3h da matina e que tive dores nas pernas (por causa do touro mecânico) no domingo mas foi super legal, as gurias daqui pensaram mesmo em coisas que me fariam feliz, me encheram de mimos, me fizeram rir a beça e exigiram que eu pagasse micos lights. Eu não poderia imaginar uma despedida de solteira melhor… mas eu senti falta das minhas amigas brasileiras nesse dia, fiquei imaginando como teria sido ter elas ao meu lado. Sem falar nas minhas irmãs também, é claro. Bate aquela saudade sabe? Deu um gosto de quero mais…

Ainda tem tempo até o casório para mais umas…

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11 comentários sobre “Minha möhippa!

  1. Oi Maria tudo bem?
    Achei muito divertida sua despedida de solteira, suas amigas realmente são maneiras. Espero que tudo dê certo pra ti no seu casamento tão esperado. Bj.

  2. Marielena, você não sabe o quão pesarosa eu fico por não ter comparecido a este evento!Eu queria muito, mas muiiito te encontrar e participar do que tambem seria o meu primeiro möhippa , no entanto, sò me resta lamentar a minha impossibilidade naquela data :(
    de qualquer maneira, eu espero rever a senhorita em breve.Vou pra Uddevalla na quarta e fico atè o Domingo.Se anima em fazer um encontrinho?Na minha cidade ou na sua?rsrsrs!!

  3. Oi Gerusa!
    Despedida de solteira por aqui é batata! Sempre tem! Você vai ver muitas mais durante o verão: gurias com algum tipo de véu na cabeca pagando mico na cidade… e os homens! Pah, a despedida de solteiro masculina pode ser bem cruel as vezes! Eu já vi um cara correndo pelado na Aveny! Obrigada pelos votos de felicidade! Desejo tudo de bom a ti também…

    *****
    Rafa!
    Foi sim… se você vai casar na Suécia vai se preparando…

    *****
    Ai Vânia,
    Maldita dor de barriga que te impediu de estar junto! Além do mais, acho que a sua forma de descrever babados é bem mais criativa… eu contava com um post especial no Diário de uma Teimosa mas… quem sabe a gente não faz outra despedida?

    *****
    Narinha!
    Que pena mesmo! A despedida veio bastante cedo mas acho que foi assim porque em breve meus pais estão chegando…
    Opa! Nem precisa chamar duas vezes! Simbora Uddevallar! Hahahaha

    Beijos

  4. Oi Carioca!
    Acho que foi sim, super gostosinha e tranquila. Mas tem gente que sofre: anda por aí meio pelada, tem que pagar micos desconcertantes e tudo o mais… felizmente, o pessoal só faz o que a noiva deixa e eu deixei claro que aceitaria qualquer brincadeira que não fosse humilhante. Deu certo!

  5. Olá Maria! Então… aqui no Brasil nunca vi disso. Será que em alguma cidade existe a cultura de sair com a noiva dessa forma? Me lembrei de dois filmes, pois, só vejo essas coisas em filmes, que aliás são ótimos. Comedinhas românticas que fazem a gente ser a personagem. Sabe como? Um é “Muito bem acompanhada, que adogo e A proposta, com Sandra Bullock e Ryan Reynolds, ótimo tb. Ah, joguei no google translate seu poema e pensei… Gente! eu sempre achei que só brasileiro fosse safadeeenho, hum. Preciso quebra esse paradigma que sacanagem não tem nacionalidade. Ah. que loirão do shopping ein??? “super colaborativo ele”. Abraços e até eu queria estar na sua despedida…

  6. Eu achei que elas foram boazinhas demais… Até chegar na parte das cuecas… Miseri…. E eu achando que tinha pagado mico, mas essa ai minha filha… Tenho que aplaudir pela coragem!!!

    Agora é o casamento… ansiosa já.

  7. Hahahaha!
    Verdade, Débora, que elas foram boazinhas… acho que ficaram com medo de me assustar. Mas foi um dia divertido demais… você contou como foi sua despedida de solteira no blog? Vou lá fuçar…
    Beijinhos!

    ****
    Juuuu!!!
    Todo mundo gamou no “loirão”. Eu, que tenho um ruivo, nem percebi a presença do fulano!
    Hahahah!
    Não sei, nunca ouvi falar no Brasil sobre despedida de solteira assim. Já ouvi falar de chá de panela (oh, que horror!!!) e chá de lingerie (mais ou menos né? Vai que você ganha umas coisas legais…). Eu não sou muito fã de comédia romântica, mas fiquei curiosa com o filme que você falou..
    Eu acho que faltou um tempero brasileiro na despedida (só eu nem dei conta) mas eu amei. E sim, elas são bem safadenhas também!! Haahah…

    ****
    Caroline!
    Não tenho a mínima ideia de quem ele é. Mas tenho a etiqueta da cueca dele! ;)

Agora vamos prosear!

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