Diário Caipira-73

Reflexões do dia:

Uma amiga querida me enviou um texto da Lígia Sena, a Cientista que Virou Mãe. Um texto pra discutir normalidade. Qual a normalidade que queremos? Porque agora está bem comum sentir falta do normal, apesar de que a gente sente que o “normal corona” de certa forma é o cotidiano.

Não, eu não quero de volta a normalidade pré corona. Ao menos não fora da área específica da minha vida relacionada ao trabalho. Eu quero meu trampo de volta, aquele antes do corona. Mas de resto, eu quero transformações radicais. Quero que a bandeira da revolução francesa deixe de ser apenas uma bandeira e passe a ser realidade.

Eu quero principalmente que o mundo seja melhor para as mulheres. E se o mundo “normalmente” é um lugar ruim para nós, o mundo pós corona se tornou ainda mais complicado: aquelas que podem se manter em isolamento estão expostas à violência doméstica; aquelas que não podem estão expostas à violência estrutural e de classe e todas suas consequências, além de estarem expostas ao virus.

Não sei por onde começar. Às vezes acho que vivo em uma bolha, cercada de gente que sonha os mesmos sonhos que eu. Porque mesmo cercada desses “hippies” a coisa não anda e os presidentes do mundo são gente lá do outro polo, eleitos pela maioria que está contente com a normalidade e assustada com direitos sociais e igualdade.

Fazemos um inferno para nós mesmos e nossos filhos enquanto rezamos pelas bênçãos divinas e para que possamos, um dia, entrar no paraíso.

Agora vamos prosear!

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