Diário Caipira-121

Ser mãe é padecer.

Só. Acho que se deve muito ao fato de ainda estar numa cultura bastante machista no que se refere a maternidade, mesmo na Suécia. Porque há muitas cobranças que estão sobre os meus ombros porque eu fui ensinada que o papel da mãe é “esse”, se doar integralmente. Claro que a personalidade também conta. E o meu complexo de perfeição materna aliada a culpa não me deixa dormir. Assim como o nariz trancado das crianças.

Eu queria ser uma mosca pra ver o que as outras pessoas fazem em noites em que as crianças choram a cada dez minutos, seja por causa do nariz tapado ou por causa de pesadelos. Como é que a gente levanta pela quinta vez e ainda tem alguma paciência? Como é que a gente faz pra internalizar o “não é nada, apenas um resfriado” e voltar a dormir depois?

Se eu não me cobrasse a ser uma mãe perfeita ao mesmo tempo que eu fico angustiada por pensar que provavelmente esteja fazendo algo errado e por isso as crias tem pesadelo e ficam resfriadas… isso não é normal. A cobrança, eu quero dizer, e a culpa. As crianças são normais.

E eu tô puta de cansada.

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