Dicas para estudar sueco

Meu computador anda meio lento, meio preguiçoso demais – como a dona – tanto, que até me dá preguiça de pensar escrever no blog por causa da demora para iniciar esse trem aqui. Depois que iniciou vai embora mas eu to pensando seriamente se já não chegou a hora de trocar o bichinho por um Mac, por exemplo (=D). Pena que vontade não dá para trocar por koroas e, por enquanto, é só a vontade que eu to dispondo… enquanto ligar e desligar vamos de Acer mesmo.

Nos últimos tempos tenho recebido bastante e-mails dos leitores do blog e acho isso bem legal. Infelizmente (ou felizmente) eu não faço mais login no msn há décadas, nem tenho tempo de ficar no chat e por isso não aceito solicitação de contato lá. Em contrapartida já deixei alguns recadinhos em posts que e-mails são sempre bem vindos – principalmente se você é uma pessoa paciente e não fica grilada de receber resposta só depois de uns dias.

Como eu recebi e-mails de pessoas me perguntado por dicas de como estudar sueco eu vou deixar umas idéias aqui. Primeiro, acho que estudar sueco no Brasil é meio complicadinho, sei que existem escolas de sueco em Sampa e em POA mas nunca ouvi falar de outras cidades que tenham algum tipo de curso presencial. Se você não é morador nem de lá e nem de cá fica difícil encontrar algum curso que não seja online ou a distância, então a primeira dica é pesquisar um curso que se adéqua ao seu tempo, bolso e expetativas. Parece meio bobo isso mas é sério: qualquer investimento (estudar uma língua é um investimento) precisa de dedicação e de um plano e quanto você está disposto a pagar e o que está disposto a fazer para alcançar o objetivo são questões importantes.

Se alguém tem interesse em comprar um curso de sueco a distância a minha indicação é que compre o da Folkuniversitetet ou o Rosetta Stone. O primeiro porque é de uma instituição sueca bem conhecida e porque eu conheço gente que fez e disse que é muito bom – mas o material é em inglês. É só entrar na página deles, pesquisar um pouquinho e solicitar o material – que será enviado para sua casa. O Rosetta Stone é um programa e por causa da sua facilidade de instalação e uso é que eu to indicando também – além do que conheço gente que pagou e também achou muito bom. Não tô por dentro dos preços, mas isso não é problema, só perguntar ao Google que ele responde!

Se você está guardando a grana para a mudança ou não quer arriscar pagar por uma coisa que você não sabe se vai “virar” pode recorrer ao LiveMocha. Eu fui usuária do LiveMocha e acho que a ideia do site é muito inteligente, o problema é que às vezes ficava no vácuo e ninguém me respondia dúvidas ou os exercícios. Bom, mas o programa é gratuito e isso é uma vantagem. Além disso, penso que enquanto se está no Brasil é mais difícil aprender a formular frases e manter uma conversação devido a falta de alguém com quem praticar, daí já é uma boa se você aprende palavras e no LiveMocha você pode realmente aprender muitas palavras contando, inclusive, com áudio e com a definição “en” ou “et” no início (de alguns) dos substantivos no site. Mas eu não entro lá há décadas… se alguém por aqui tem visitado o site seria legal deixar nos coments como é que vai o status do sistema atual.

Se quiser tentar a sorte sozinho também há opções:  baixar filmes e ou seriados suecos, assistir vídeos suecos no You Tube, ouvir a rádio sueca online. Eu ouvia rádio sueca todo dia, às vezes no trabalho (o povo achava muito estranho. E era estranho.) ou em casa um cadinho antes de dormir. Antes de vir para a Suécia eu só podia entender o “oi, tchau, e aí?” na rádio. Desanimador? Não. Penso que a língua sueca tem uma melodia (a tal das vogais curtas e longas) e eu consegui aprender a melodia ainda no Brasil ouvindo rádio: sem entender as palavras eu compreendi que algumas delas eram mais “puxadas” do que as outras. Quando cheguei aqui não foi difícil “entrar no clima”.

Eu também tinha uma caderneta, essas miudinhas de 50 folhas, e com a ajuda do Joel enchi ela de verbos, da seguinte forma: em uma linha escrevia o verbo base, na seguinte o verbo no presente e por último o verbo no passado (simples, não o perfeito pois este eu nem tinha ideia ainda!). Como os verbos suecos não mudam de acordo com o sujeito eu não precisava me preocupar com isso e não escrevi ao lado do verbo nenhum sujeito. Para conjugar o verbo no futuro se usa o verbo base mais “ska” ou “kommer att“, então eu também não escrevia nada disso. Fiz isso desde a primeira folha até a última apenas do lado direito da caderneta. No lado esquerdo eu escrevia o significado do verbo em português, de forma que eu tinha que virar a página para lembrar o significado quando eu me confundia ou esquecia. No meu tempo livre pegava a caderneta da bolsa e ficava decorando os verbos. Antes de eu mudar para cá o Joel passou um tempo comigo no Brasil e durante esse período eu pedia para ele dizer os verbos de forma clara; então eu anotava a lápis do lado o que parecia para mim (como se fosse uma tradução para português), por exemplo: o verbo prata em sueco soa como pró-óta. Com alguns verbos funciona.

Como falei acima, acho legal usar o tempo no Brasil para aprender palavras apenas: decore o nome das peças do vestuário, das frutas, das cores, dos móveis, de objetos do dia-a-dia, de coisas que você encontra no supermercado (desde carne, óleo, farinha, leite… até sabão, vassoura, coisas de limpeza). Aprenda a ler e escrever isso. Quando chegar aqui vai começar a ouvir as pessoas falando e entender uma coisa ali, outra aqui, vai perceber que a tal da paprika (pimentão) soa exatamente como se escreve e o que diabos é esse tal de miolki? Bom… é quase assim que soa leite (mjölk).

Pra quem já chegou, use e abuse da TV, enfie as cara nos livros e quando começar a ficar paranóico por causa de en e et ou qualquer dessas coisinhas que não tem regra nem explicação clara saia para dar uma volta, preste atenção nas conversas do ônibus, do trem, no parque, qualquer lugar. Também é legal comprar um livro de exercícios (eu tinha vários, um dos que mais gostei  … esqueci o nome mas deixo depois aqui mesmo! ou nos coments) e visitar a família do partner (se você mudou por causa de um), eles vão adorar te ajudar.

Por hoje é só!

Sueco como segunda língua

Falei que eu ia chegar lá, e quero explicar uma coisa: pelo tom dos posts que escrevo sobre estudar sueco na Suécia e pela quantidade de reclamações que envolve o assunto parece que não estou contente como a coisa caminha. Para não deixar ninguém na dúvida: NÃO ESTOU CONTENTE com a forma como a coisa caminha.

É ser chata? É, mas parece que tudo na Suécia que é voltado ao imigrante funcionando meio boca tá bom: Arbetsförmedlingen é maravilhoso pra uns e desgastante para outros, SFI e SAS uma enrolação… Eu sempre me lembro da Paula me dizendo que eu não devia espera muito do SFI – mas brasileiro é aquela coisa né? Sempre alimentando uma esperança de que, quando for a minha vez, vai dar certo! E…

…deu, de certo modo. Eu falo sueco, mas não graças ao SFI, tampouco o SAS ajudou alguma coisa. E mesmo sendo tão ruim eu continuo porque eu decidi que com o diploma de Sueco como Segunda Língua a coisa seria mais fácil. Não sei se é mesmo, tem alguém lá na frente (com diploma de SAS) que pode me confirmar isso?? É…?

A última foi que para começar o segundo semestre de estudos esse ano (ainda penso o ano letivo como o brasileiro) fiz a matrícula em maio para continuar na mesma escola que estudei todo meu sueco (ABF), mas as vagas lá acabaram e fui parar naquela escola esquisita que falou só das saídas de incêndio e da página deles na internet durante um encontro obrigatório em junho (mó legal). Na segunda tive a primeira aula e descobri o porquê da tamanha ênfase que eles deram no site deles: o curso é a distância. A professora disse que a presença nas aulas não é obrigatória desde que o aluno faça todos os exercícios de uma ferramenta na internet chamada “Novo” (passei as férias inteiras recebendo um chamado no meu e-mail porque eu não tinha preenchido meu perfil no “Novo”, até entrei em contato com a escola para então receber uma senha que nunca funcionou… pensa se meu curso de sueco dependesse disso? Estaria literalmente lascada).

Não que ache que curso a distância não presta, penso que tem muita gente que se esforça muito quando faz um curso a distância e realmente estuda, estuda até mais do que pessoas que estão em um curso presencial. Mas eu não vou discutir a qualidade do ensino a distância e os seus méritos e/ou funcionalidades, uma vez que só posso afirmar mesmo é que ensino a distância não dá certo para mim e que eu não tenho ganas de estudar se tô me sentindo sozinha no barco. Eu sou literalmente uma Maria vai com as outras e preciso de companhia para me sentir motivada: estudar sozinha não rola!

Desisti do curso na Hermods (a tal escola para qual fui agora) e fiz a matrícula de novo, não antes sem preencher um formulário de reclamações junto a Vuxenutbildning explicando que eu estava muito desapontada por ter de esperar até setembro para começar meu curso já que eu tinha feito matrícula em maio, mas que eu preferia deixar de estudar agora do que “frequentar” um curso a distância – o qual eu não tinha escolhido. Por causa dessa reclamação o pessoal da Vux me ligou e afirmou que deixaram de firmar contrato com a Hermods porque eu não sou a unica estudante que reclamou e que disse não ao curso a distância. Segundo a encarregada que entrou em contato comigo a Hermods deveria oferecer o curso presencial (além do curso a distância) para que os alunos que não escolheram a modalidade a distância possam frequentar aulas presenciais.

Agora minhas férias de sueco foram estendidas até 17 de setembro. O negócio é me focar no trabalho e tentar aprender o que posso lendo e estudando por conta própria (durante esse tempo). No fim das contas, dá na mesma, por um período.

Vamos ver quais serão as cenas do próximo capítulo dessa novela!

Seriados e Filmes Suecos

Andei olhando as estatísticas do site – coisa que sempre me espanta porque de início pensei que meu leitores seriam minhas irmãs, melhores amigas e o Joel (minha mãe não tinha internet), ou seja, umas 10 pessoas (família grande tem suas vantagens), mas às vezes o trem aqui é bem movimentado – e me acabo de rir com os motores de busca que levam ao blog: como conquistar um sueco (??); como namorar um sueco (já comentei sobre isso aqui); como são os suecos na cama (ééééééé… sem comentários), entre as outras coisas normais como viver na Suécia, brasileiros na Suécia, etc.

Dessa vez encontrei um novo motor de busca: “filmes/seriados suecos”. Eu comentei um pouquinho sobre o cinema sueco – nada muito elucidativo, já que no que concerne a sétima arte me cabe melhor o papel de espectadora – há algum tempo atrás (post aqui) mas acredito que essa busca tenha a ver com o pessoal que esteja tentando aprender a língua e procura por filmes e blá blá blá. A boa notícia é: sim, há muito que pode ser encontrado na internet; a má notícia: seriados disponíveis no You Tube (por exemplo) não vão contar com legenda e muito menos “closed caption” (aquela legenda “para surdos”).

Acho estranho que os programas suecos não tenham “closed caption”: o país é super comprometido com a inserção social, vive brigando pela garantia de acessibilidade a todos os cidadãos – principalmente cadeirantes e deficientes visuais – mas eu ainda não entendi qual é a política para com os surdos. Eu já percebi que eles tem linguagem de sinais, já vi enormes grupos de surdos em altos papos no spårvagn, mas os programas de tv não dispõe a opção “cc”. Talvez seja errado eu afirmar a coisa dessa forma, uma vez que eu não tenho televisão e não assisto todos os dias, então quem tem o aparelho em casa pode me elucidar a questão? Eu queria muito assistir tv com o “cc” ligado e perguntei sobre isso para minha sogra (é lá que mais comum que eu assista tv) mas ela disse que não sabia se isso existia. Detalhe que eles também não assistem muito a televisão então pode ser que ela só não tenha conhecimento do caso… A maioria dos filmes e seriados não suecos (os famosos americanos e etc) são exibidos no idioma original (a grande maioria, inglês) com legendas em sueco. Isso mesmo: filme dublado na Suécia só mesmo os infantis. Será por isso (por causa das legendas dos programas internacionais) que a opção “closed caption” não funciona?

Isto posto, alguns vão dizer que o You Tube dispõe da opção “cc” e é verdade, mas eu acho que ela não funciona muito bem e em alguns casos o texto está incompleto.

Primeiro, a tv sueca pode ser assistida na internet (não sei se vai funcionar no Brasil, mas pensando bem, por que não funcionaria?) e o canal que mais assisti foi o SVT 4 (Sveriges Television 4): quando se acessa a página pode-se logo ver o link “Program & Kanaler” (Programas & Canais) onde você pode escolher entre os programas que estão no ar agora – entre eles os seriados norte americanos, óbvio, e quem é pro em inglês obviamente vai se beneficiar com as legendas suecas. Aí também é possível acessar os demais canais, sendo que eu diria apenas que SVT 3 e 6 tem uma programação mais voltada às produções estrangeiras e o SVT 1 é mais sobre cultura.

Quando eu comecei a trabalhar pude assistir muitos seriados suecos. Isso mesmo, sentei ao lado do Zé enquanto ele ria dos personagens favoritos dele e por isso quase poderia indicar alguma, não fosse pelo fato de que não sei ao certo o que eu tenha gostado. Primeiro porque no início eu entendia muito pouco de sueco para gostar ou desgostar e segundo porque, apesar de entender sueco agora (ao menos suficiente para ver um filme e ou programa) não estou por dentro do humor sueco e muito menos apta a ler as coisinhas que estão nas entrelinhas de uma conversação – para sentir a gravidade ou delicadeza de situações, por exemplo. Depois, apesar de existirem alguns episódios que eu realmente achei engraçados (dentro daquilo que acredito  ter entendido), algumas cenas das séries sueca são dignas de um drama mexicano: os personagens ficão tão zangados que gritam uns com os outros (nunca vi um sueco gritando!), as situações “hilárias” são mais para chorar ou passar vergonha do que rir. Entretanto, penso ser essencial ouvir sueco para se acostumar com a língua e a aprender a cadência e por isso deixo aqui o nome das séries que eu já assisti e que podem ser encontradas no You Tube: Svensson Svensson, Tre Trappor Upp, Hjälp, Tre Kronor, Mäklarna.

Existe uma série policial de nome Beck (são uns 458 filmes… brincadeira! Mas existem mais de 20, certeza) que achei bem interessante e provavelmente está no You Tube; eu não duvido até que seja possível fazer o download de alguns deles. Outra dica são os filmes de Astrid Lindgren, como Pippi Långstrump (um verdadeiro clássico sueco), Bröderna Lejonhjärta, Emil i  Löneberg, Vi på Saltkråkan e Ronja Rövardotter.

Quem já assistiu algum filmes e/ou seriado sueco acrescente os favoritos nos coments!

E por hoje é só, pessoal…

Ps.: Gostaria de agradecer aos portugueses que vem acompanhando o blog. Tem sido muito legal receber e-mails e quero reafirmar que gosto de “dar uma mão” para o pessoal que está mudando, apesar de não responder aos e-mails sempre de pronto. Seja bem vindos e obrigada pelo carinho. =D

Ps 2.: Pela segunda vez o Joel topa com um alce no quintal de alguém – nessa época eles costumam invadir os quintais alheios para comer as maçãzinhas das árvores – e eu não to junto!!! Claro que não quero ter de fugir correndo de um bicho que pode ser maior que um cavalo, mas gostaria muito de ver um deles! =+ (beicinho…)

Trava língua sueco!

Eu tinha 20 diferentes trava línguas (como se escreve o plural disso?) que eu achava o maior barato, entre eles os populares “O peito do pé do Pedro é preto”, “Três pratos de trigo para três tigres tristes” , “Num ninho de mafagafos há cinco mafagafinhos, quem os desmafagafizar bom desmafagafizador será!” e “O rato roeu a roupa do rei de Roma e a rainha raivosa rasgou o resto”. O meu preferido é a conjunção do verbo tagarelar no futuro do pretérito. Tente aí:

Eu tagarelaria. 
Tu tagarelarias.
Ele tagarelaria.
Nós tagarelaríamos.
Vós tagarelaríeis.
Nós tagarelaríamos.
 

Semana passada uma moça no meu trabalho me perguntou se eu já havia tentado algum trava língua sueco e eu respondi que sim, desde que comecei a aprender os sons do sueco – que são um verdadeiro trava línguas – afinal, a gente engasga volta e meia com a pronúncia das combinações silábicas…  A primeira vez que tentei falar enfermeira (sjuksjöterska – algo como ruik- ruoe-texcá) e aproveitar (utnyttia) enrolei legal a língua – ainda enrolo para falar a última. Quando encontrei Joel no Brasil ele me ensinou hypernevrokustiskadifragmakontravibrationer, que é o nome científico para soluço – soluço mesmo em sueco é apenas hika. Nem é tão difícil se você separar todas as palavras do qual ele é composto: hyper – nevro – kustiska – diafragma – kontra – vibrationer (diga “nevru” e “vibrarruner”, as demais palavras tem a pronúncia bem próxima do português).

Trava língua em sueco é um tungvrickning ou tungvrickraretung é língua e vrickning/vrickare é torcer como quando torcemos um tornozelo ou braço, ou seja, dobrar ou virar algo com violência. Alguns a primeira vista não parecem tão difíceis mas como o objetivo é a repetição rápida daí o trem enrola mesmo e é aí que nascem as frases engraçadas. Vou deixar alguns exemplos aqui, com o significado em português:

1. Barbros bror badade bara i Barsebäck. (O irmão do Barbro tomava banho apenas em Barsebäck).

2. Ett pepparkorn i en kopparpanna. Två pepparkorn i en kopparpanna. Tre pepparkorn… (Um grão de pimenta em uma chaleira de cobre. Dois grãos de pimenta…).

3. Flyg, fula fluga, flyg. Och den fula flugan flög. (Voe, feia mosca, voe. E a mosca feia voou).

4. Far, får får får? Nej, får får inte får, får får lamm.(Pai, ovelhas tem ovelhas? Não, ovelhas não tem ovelhas, ovelhas tem cordeiros. Isso para mim soa como: Fór, fôr fôr fôr? Nei, fôr fôr inte fôr, fôr fôr lam).

5Sotaren Selma samlar semlor. Se så många semlor Selma samlat. (A Selma limpadora de chaminés junta doces. Veja quantos doces Selma juntou).

6. Sex vaxade laxar i en vaxad laxask. (Seis salmões encerados em uma caixa encerada… non sense).

7. Hellre en hängmatta i parken än hängpattar i marken. (Mais vale uma rede no parque do que seios caídos… hummm, com certeza).

8. Ställ stoet i stallet i Stöllet istället din stolle! (Coloque a égua no celeiro seu idiota! Essa é censurada para menores de 12 anos…)

9. Hans Hanssons halta höna hade en hiskelig hosta hela härliga hösten. (A galinha manca do Hans Hansson teve uma tosse histérica todo o maravilhoso outono. HahaHahahaha! Quanta imaginação!).

10. Packa pappas kappsäck med åtta pepparkorn. (Coloque oito grãos de pimenta na mala do papai. Os grãos de pimenta são top).

11. Pappa hänger upp hinkar i taket. (Papai pendura baldes no teto. Quando se repete muitas vezes acaba virando um “papai mija no teto”).

12. Sju skönsjungande sjuksköterskor skötte sjuttiosju sjösjuka sjömän på skeppet Shanghai. (Esse é com certeza o pior de todos: sete enfermeiras cantando lindamente cuidaram de setenta e sete marinheiros mareados no navio em Shangai – ufa!)

Apesar de ser complicado – o som do “ö”  e do “sj”, por exemplo, são tipicamente suecos – encontrei um vídeo de um nativo inglês tentando (obviamente, a voz de fundo é a voz de um sueco):

Quem sabe eu faça um vídeo e tente também… hahahaha, nãoooooooooo!

O Tempo e o Vento… em sueco!

Depois que comprei um celular com internet e tenho o skype nele me sinto bem mais perto do Brasil. Eu to no trem, no trabalho, num restaurante com o Joel ou no cinema e meus pais me ligam só para dizer oi e fazer aquele papo furado que a gente faz quando liga para alguém. Muitooo bom! Ontem a Angela também me ligou. Com internet (e-mail, skype, facebook) fica tudo mais simples, mais fácil, muito mais perto. Há uns 10 anos atrás alguém que mudasse de país teria de se conformar com enviar e receber cartas. E só. Talvez ligar de vez em quando, gastando uma fortuna. E esperar… semanas, pelos correios.

Além disso, podemos ter acesso a uma gama de informações por meio dos blogs. Algumas coisas úteis e outras baboseiras, mas tudo com sua importância para conhecermos outros lugares no mundo, sonharmos ou simplesmente nos divertir algumas horas. Pensando nisso, resolvi escrever sobre como eu vejo as unidades de medida suecas, do tempo e outras. No post passado eu falei o nome dos dias da semana em sueco (måndag, tisdag, onsdag, torsdag, lördag, söndag) e penso que seria interessante explicar um pouquinho como é que os suecos contam o tempo afinal, se há uma coisa que não falta a nenhum lar sueco é um calendário: por vezes ele está em algum lugar estratégico da casa como a cozinha, e nele estão listadas todas as atividades agendadas dos moradores da casa – até mesmo das crianças.

Suecos levam os compromissos muitíssimo a sério e se alguém fala da pontualidade inglesa é porque nunca estudou SFI na Suécia. Atire a primeira pedra quem nunca viu a professora do SFI carrancuda porque os alunos chegaram atrasados. Minha primeira professora no SFI chamava Maria, ela sempre chamava a atenção de quem houvesse chegado atrasado (não importando se fosse 1 minuto, 2 ou 10). Ela entrava na sala pouco antes do relógio marcar 9h, fixava o olhar no bichinho e exatamente as 9h00min00s dava o “Godmorgon!'” para a classe e iniciava a lição. Com a professora do SAS tem sido muito mais flexível, mas eu cheguei atrasada justamente no dia em que a Linda havia sido substituída por uma super professora chamada Sandra (pense numa mulher inteligente, mas quase cruel): ela trancou a porta da sala e eu tive que esperar o pessoal da secretaria chegar com uma chave extra para ter acesso a classe. Além de tudo, quando o pessoal da secretaria perguntou se havia algum problema com a porta ou se ninguém havia ouvido “bater” ela respondeu: “Com a porta? Espero que não. Já com o relógio…”. E ainda, chegar muito adiantado também não é legal – principalmente se você vai visitar alguém, não é lagom. Seja pontual, como a Maria: toque a campainha ou se anuncie no exato minuto marcado. Ai, às vezes a vida é dura né?

Não sei se ficou claro ou subentendido, mas o primeiro dia da semana na Suécia não é o domingo, é a segunda feira. Além disso, os suecos gostam de ser extremamente específicos com o dia do compromisso, para tanto usam muito o número da semana do ano. Agora estamos na semana 13. Vou para uma entrevista de emprego na sexta, e quando marquei essa entrevista a tal da Sra. Contratante me disse no telefone: na semana 13, dia 30 de março, 13h e 00minutos. Por causa dessa obsessão louca responsabilidade com seus compromissos, todo mundo tem um almanacken, que é uma agenda pequeninha que o pessoal tem na bolsa e saca a toda hora para dar uma verificada. Tem como app também, claro.

Uma das coisas que achei mais estranhas logo que mudei é que quando você vai preencher algum papel e assinar (assim que se muda você faz isso a exaustão), naquele espaço para data que aparece assim __/__/__/ você deve escrever primeiro o ano, depois o mês e por último o dia. Brincadeira? Não. Até o personnummer de todo o mundo (que é o número de identificação que você precisa para existir na Suécia) tem esse padrão: todos eles são formados com ano de nascimento, mês de nascimento e dia de nascimento do indivíduo mais 4 outros dígitos que o sistema te dá. Se a pessoa é nascida em 29 de novembro de 71, por exemplo, o personnummer dela seria 711129 mais os outros 4 números que se recebe do governo. Apesar disso, os suecos acham muito mais bonito escrever a data no modelo 01 jan 2012 (por exemplo).

Os meses em sueco não são uma coisa complicada de se aprender (januari, februari, mars, april, maj, juni, juli, augusti, september, oktober, november, december), e as estações do ano são vinter, vår, sommar e höst (inverno, primavera, verão, outono). As estações do ano no hemisfério norte ocorrem na época diferentes das estações do ano no hemisfério sul; por isso verão no Brasil significa inverno na Suécia, outono no Brasil é primavera na Suécia e etc e tal. Apesar de ser uma coisa simples e que todo mundo aprende no colégio essa é uma pergunta que sempre me fazem: que época do ano é aí?

A Suécia também utiliza o horário de verão e ele começou no último domingo as 2h da manhã (porque não 00h??? Não sei.). O fuso horário brasileiro (de Brasília) é o GMT-2 e o fuso horário sueco é o GMT+2. Assim, o normal seria que a diferença do fuso horário entre Brasil e Suécia seria de 4h (quatro horas a mais na Suécia), mas por causa do horário de verão temos 3h de diferença  enquanto da vigência do horário de verão brasileiro e 5h de diferença enquanto da vigência do horário de verão sueco. O horário de verão sueco começa na última semana de março e vai até a última semana de outubro.

Com relação a outras unidades de medida os suecos também apresentam suas peculiaridades. A primeira coisa que aprendi aqui foi cozinhar medindo  em decilitros: os pacotes de alimentos apresentam informações para o preparo da comida em decilitros, as receitas de bolo e massas são em decilitros. Nada de xícaras, nada de 250gr, nada de mais ou menos, nada de eu sei a quantidade dos ingredientes de “olho”; o decilitro é o rei da cozinha sueca. Claro que as receitas apresentam também as medidas em colheres para os ingredientes que darão o tempero ou um toque especial ao prato, e para isso existe um “jogo de colheres” específico.

Já as bebidas são medidas em centilitros – cl: nas garrafas de cerveja, vinho, destilados; ou quando você compra em bares e restaurantes a especificação está sempre em centilitros. Isso aparece em algumas embalagens de sucos também, mas o leite em geral aparece em litros. Penso que tudo que tem uma porção menor a um litro seja especificada em centilitros (e não em mililitros – ml – como no caso do Brasil).

As temperaturas aqui são medidas em Celcius mesmo, mas acho que os termômetros tem uma espécie de defeito ou outra calibragem porque as temperaturas estão constantemente próximas a zero (em algum momento do dia) e nunca ultrapassam os 25 graus. =P. Brincadeira, claro que isso é por causa do clima.

Por fim, as distâncias são medidas em quilômetros, não em milhas, e a mão é a direita. Acho que na Europa é só a Inglaterra mesmo que utiliza a mão esquerda. Também, isso seria uma confusão né? Já pensou trocar de mão da direita para a esquerda a cada fronteira? Os países europeus não são muito grandes e são todos coladinhos… “Bem vindo a Inglaterra, a partir de agora mantenha-se na faixa da esquerda. Obrigado”. Mas os suecos gostam de contar os quilômetros de dez em dez, e para isso utilizam o mil. Claro que eu fiz confusão com isso. Entre Göteborg e Stockholm por exemplo, são 500km, mas os suecos dizem 50 mil (quem é bom de conta de cabeça aí? Vou dar uma colher de chá: 50×10=500). Além disso, eles não contam quantos quilômetros o carro roda com um litro de combustível, mas sim quantos litros de combustível o carro utiliza a cada mil. Quando fomos a Borlänge emprestamos o carro do tio do Joel, e eu peguntei quantos quilômtros o carro faz com um litro. E o Joel só: “Sei não. Mas ele faz entre 0,7 e 0,8 litros a cada mil.”.

Tem gente que pensa que é fácil…

Verbos pra que te quero – Parte III

To lendo muito sueco, e isso significa muito tempo para poucas páginas. Daqui a pouco rola prova sobre um livro (Manniskosaker) e a minha impressão é que o sueco piora quando começamos a ler. Seja porque gastamos um tempão caçando palavras no dicionário ou seja porque precisamos de concentração e silêncio, recebi a nota mais baixa no sueco desde que comecei a estudar – numa prova de listening (ouvir e entender); o resultado é que seria reprovada se a provinha não fosse apenas para obter uma média da capacidade de compreensão da turma. Hahá, ajudei a lascar todo mundo.

Resgatei o ‘Verbos pra que te quero’ do fundo do baú porque lembrei que esqueci de postar sobre os verbos suecos no passado. Na verdade, falta o imperativo também, mas isso fica para outro post. Voltando ao que interessa, os verbos suecos no passado não são muito difíceis e a boa notícia é que há verbos “regulares”; assim nomeados só para facilitar a explicação porque a unica coisa que diz meu livro de gramática é que os verbos em sueco são divididos em quatro grupos distintos. Por que? Porque um dia os vikings, sentados ao redor de uma fogueira, decidiram assim. Sério, tá no livro. Hahaha… claro que não, mas como o livro não explica o porquê dos grupos, também não posso explicar.

O sueco conjuga os verbos no pretérito e pretérito perfeito. O pretérito é o passado simples, aquele que mais usamos no dia-a-dia: eu comi, eu bebi, eu saí, eu trabalhei, eu estudei, eu li, blá blá blá. Para o preteritum sueco, os verbos se apresentam de três formas “regulares” distintas e uma forma irregular. Simplificando, podemos dizer que os verbos regulares em sueco terminam em de, te ou dde. Vamos de exemplo:

Os exemplos da linha verde correspondem aos verbos do grupo 1. Os verbos que fazem parte desse grupo tem acrescentado a forma do infinitivo apenas a complementação “de” na forma do preteritum: titta – tittade; arbeta – arbetade; sluta – slutade; diska – diskade (olhar/olhou; trabalhar/trabalhou; acabar/acabou; lavar a louça/lavou a louça). É importante lembrar que os verbos no infinitivo são os verbos base (acrescentando “att” antes da forma do infinitivo), que na grande maioria são terminados em a.

Os exemplos da linhas azuis correspondem aos verbos do grupo 2, subdivido em 2a e 2b. Nesse grupo, os verbos tem a terminação “de” ou “te” no preteritum, sendo que a terminação é acrescentada depois de se ‘comer’ a letra final da forma do infinitivo (ou seja, um ‘a’): lära – lärde; köra – körde; ringa – ringde; resa – reste; hjälpa – hjälpte; köpa – köpte (aprender/aprendeu; dirigir/dirigiu; ligar/ligou; viajar/viajou; ajudar/ajudou; comprar/comprou).

Os verbos do terceiro grupo no preteritum sueco tem como terminação “dde”; esse grupo de verbos tem a particularidade de que no infinitivo não são terminados em a, como: må – mådde; tro – trodde; bo – bodde; spy – spydde (sentir-se bem/sentiu-se bem; acreditar/acreditou; morar/morou; vomitar/vomitou). Eu realmente não sei porque a regra se aplica a um grupo e outro, mas na prática – na hora de falar – dentro desses três grupos “regulares” é só chutar a terminação “de” ou “te” (sempre lembrando de ‘comer’ uma letrinha quando falar “te”)’; se não for nenhum dos dois o verbo é irregular.

Denominei os verbos pertencentes ao grupo 4 como verbos com preteritum “irregular” porque a sua terminação não segue nenhum padrão. Alguns exemplos de verbos com preteritum “irregular”: att se – sag; att dö – dog; att äta – åt; att sjunga – sjöng; att springa – sprang; att dricka – drack; att gå – gick (ver/viu; morrer/morreu; comer/comeu; cantar/cantou; correr/correu; beber/bebeu; ir/foi).

O pretérito perfeito ou perfekt do sueco tem a seguinte forma: har+supinum; e é utilizado para falar de situações do passado que podem e não ter sido concluídas. Por exemplo: Jag har bott i Sverige i elva månader (eu tenho morado na Suécia onze meses) está explicando uma coisa que já fiz – morar na Suécia por 11 meses – mas que ainda não acabou; mas eu também posso dizer: Jag har smakat lax och tycker att det är gott (eu já comi salmão e acho que é gostoso) indicando uma ação que está no passado e que já foi completada.

O perfekt  apresenta a mesma terminação dentro dos quatro grupos de verbos –“t” ou “tt” – sendo que entre os “irregulares” há mudança apenas nas vogais que compõe o verbo, o que facilita na hora de falar – não de escrever. Para mim a utilização do verbo “har” causou certa confusão na hora da leitura, uma vez que no português ‘tem morado, tem amado, tem lido, tem…’ dá uma impressão de continuidade. A dica é observar se a frase contém um indicativo de tempo (hoje, esse mês, a semana passada, algumas horas, etc) e na falta desse traduzir o verbo “har” como : já vi, já amei, já provei, já bebi, blá blá blá … Entretanto, é muito importante lembrar que sett, älskat, smakat*, drukit… são traduzidos como visto, amado, provado, bebido… alguns exemplos:

O perfekt no sueco pode aparecer com a variação att ha+supinum ou hade+supinum, sendo esta última variação a forma do pretérito mais que perfeito (digamos assim) em que “hade” pode ser traduzido como ‘tinha, tive’, então: Jag hade dansat salsa för första gång i mitt liv = “Eu tinha dansado salsa a primeira vez na minha vida“.

E agora, prova!

*Att smaka é o verbo para experimentar comidas e bebidas; em outros casos é melhor utilizar att testa ou att försoka (testar e tentar).

** Eu to com pressa e não pedi para o Joel corrigir, se houver alguma coisa errada (vai ter) posto a correção nos coments!

E Viva o Dia de Todos os Corações!!

Semla

Hoje é um dia especial na Suécia, mas não tem nada a ver com o título que eu coloquei… Também não é Carnaval, e para acabar de vez com o mistério: é terça feira gorda! HahahHAhaha! Não é promoção de supermercado não! Como não existe Carnaval na Suécia para marcar o último dia antes da quaresma (algumas pessoas também jejuam aqui e guardam a quaresma) existe o fettisdagen um dia para encher a pança de uma delícia chamada semla: um bolinho com recheio de amêndoas ou baunilha, coroado com muito, muito, muito creme de leite. Vale lembrar que o creme de leite aqui na Suécia é batido e tem uma consitência diferente do nosso.

Eu não sou boa com essa coisa de descrever os pratos típicos e do dia que existem na Suécia. Felizmente, eu não sou a unica blogueira que escreve a respeito desse reino tão, tão distante; e se você quiser ler mais sobre a semla passa lá no Mundo da MariEla tem receitas fantásticas de algumas especialidades suecas!

Esse é na verdade um post sobre saúde. Porque a gordura em excesso prejudica o coração… Brincadeira. Semana passada na terça-feira foi o dia dos namorados sueco, que aqui é chamado de Alla Hjärtans Dag – o Dia de Todos os Corações. Sorte de Santo Antônio, que por aqui não é conhecido e por isso mesmo não é dependurado de cabeça para baixo ou posto na geladeira até que apareça o grande amor da vida de alguém. Em outros países do norte do mundo o dia dos namorados também é comemorado em 14 de fevereiro por causa do dia de São Valentim, um santo que ajudava jovens enamorados a se casarem.  Na Suécia em 14 de fevereiro é comemorado o nome Valentim, mas o dia é popularmente conhecido como de todos os corações.

Com uma semana de atraso – mas é amor é eterno enquanto dura, não é Vinicius de Moraes? – resolvi postar então algumas palavrinhas e frases suecas sobre amor, relacionamento e etc. Pode parecer meio bobo, mas é importante – tenha fé, isso vai te ajudar a se livrar de alguns micos. Você sabe por exemplo a diferença entre kyssa e kissa?

Att kyssa é beijar – beijar na boca, e a pronúncia é xissa. Att kissa significa mijar, fazer xixi, e a pronúncia é quissa. Quem é esperto já pegou o espírito da coisa. Por mais idiota que seja, TODO MUNDO COMETE ESSE ERRO de misturar kissa e kyssa. Eu também já fiz a besteira de falar errado na frente de um monte de pessoas  que estavam esperando para saber como foi a história de quando eu e o Joel nos conhecemos (dai que o Joel mijou em mim!)… o king kong é explicável: em inglês, beijo é kyss. E a gente fala kyss mesmo! 

Todo mundo que muda a reboque de um amor sabe essa: Jag älskar dig. Na cultura sueca amor é um sentimento para a família e o parceiro, não se usa isso para dizer que você gosta muito de outras pessoas. Nesses casos, você pode usar “jag tycker om dig ou “jag gillar dig“. Quando está apaixonado usa o “jag är  kär i…”. O interessante é que daí deriva uma série de palavras semelhantes no pacote dos sentimentos: kär é apaixonado, kärlek é amor, känslig é sensível, känsla é sentimento e att känna é sentir.

Namorado e namorada seguem a mesma lógica do inglês: pojkvän e flickvän. Mas você também pode usar a gíria kille e tjej – na tradução literal garoto, garota; rapaz, moça. Para noivo e noiva existem duas denominações: fastman e fastmö  para a época do noivado e brudgummen e bruden para o dia do casamento (quando o casal é chamado de brudparet).  Marido é make/man e esposa, hustru/fru. Não existe nenhum equivalente para ficar, mas amizade colorida é apenas kk (coco – não cocô, nem káká), que significa knullkompis – amigos que fazem sexo. Namorar é att vara tillsammans; noivar é att förlova sig; e casar, att gifta sig.

Para gostoso/gostosa se diz “en godbit”,  ou brud/brudar especificamente para mulher/mulheres bonitas. Já a gíria para solteiro é “jag är ute på markanden”, no sentido de estar no mercado.

“Vi håller i hand” ou att hålla varandra i handen” é o equivalente ao nosso “andar de mãos dadas”. E kyssa é mijar ou beijar? Pussar é beijo no rosto e kramar, abraço. Att ligga sked é dormir de conchinha, que traduzido é “dormir de colheres”. Fazer algo gostoso juntos é att mysa, e chamegar é att gosa – por isso ursinhos de pelúcia são chamados de gosedjur.

Quase que a totalidade dos suecos que eu conheço levam muito a sério o compromisso de estar junto com outra pessoa: compram flores, saem para jantar, vão ao cinema, saem para caminhar; enfim, gostam de fazer muitas coisas com o parceiro. Se é por causa do feminismo ou porque muitas pessoas moram a vida toda sozinhas? Não sei. Existem divórcios e o fim de namoro também, mas as pessoas curtem bastante um ao outro; sempre mantendo a liberdade de também sair com os amigos, fazer coisas sozinho.

Em todo caso, espero que quem já tá por aqui e tiver vontade adicione mais expressões do amor e etc nos coments!

Falei que o post era sobre saúde? Amar é a melhor forma de cuidar bem do coração…