Pesquisa no blog

Essa semana eu postei mais no blog.

Mas… não respondi a nenhum coments que não fosse uma pergunta e também não respondi aos coments atrasados.

Eu gosto de bater um papo. Gosto muito de comentar os comentários do pessoal que segue. O problema é que como eu escrevo o mesmo tanto que eu falo responder aos comentários leva tanto tempo como escrever um post, ainda mais porque eu sempre tenho alguns coments pra responder em vários posts, e eu nem sempre lembro de tudo o que escrevi.

Eu acho que deveria abrir uma página no facebook para o blog mas, ao mesmo tempo, eu tenho quase absoluta certeza de que isso ia acabar meio abandonado – igualzinha a minha conta no twitter. Daí que o principal meio de comunicação entre nós é aqui mesmo e pelo e-mail…

Pensando nisso resolvi deixar uma enquete e tanto quem comenta como quem nunca comenta pode responder.

Isso parece meio besta mas eu acredito que seja importante porque, por exemplo, eu gosto mais de comentar nos blogs das pessoas que eu sei que me respondem. Tem gente que vem deixar um coments aqui, tem gente que responde no próprio blog e tem aqueles que mandam um recadinho rápido por algum outro meio (no face por exemplo); e isso para mim não faz diferença, eu apenas gosto de iniciar uma conversação e saber que a pessoa não me deixou no vácuo. Ainda assim, tem gente que – eu sei – nunca me responde, e mesmo assim eu deixo lá um coments de vez em quando. Nesse caso é porque eu tenho um carinho pelo blog da pessoa, gosto do que ela escreve e quero só dizer: eu continuo lendo! Não pare. É um motivo puramente egoísta, eu sei. É pra satisfazer o meu ego, com certeza, e sei que é também por isso que eu não me sinto tão motivada assim para deixar o coments nos casos em que eu sei que não terei respostas… é pessoal.

Diante disso eu gostaria de conhecer o perfil dos meus leitores (que chique né?): você é o tipo que quer conversa (assim como eu)? Você só quer passar para mostrar “oi Maria, eu tô lendo!”? Você não se importa com nada disso desde que eu responda as eventuais perguntas que você deixar?

É claro que tudo depende também do conteúdo do post. Se alguém escreve sobre balet, por exemplo, eu não tenho ideia do que comentar. “Ai eu acho balet lindo! ” seria uma alternativa, mas… uma coisa dessas não dá para esperar resposta. Eu gosto de contribuir (quando eu comento) com alguma coisa – importante ou não – bem humorada para o autor (do post ou do coments). Mas agora já fugi do assunto, pra variar.

Eu queria deixar a enquete aqui na barra lateral também mas não encontrei a forma de fazer isso. Sei lá… só não funciona. Se alguém sabe como e quiser me dar um help, manda um alô ou deixa umas instruções nos coments?

Obrigada

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Aviso (sutil) aos navegantes

Eu acredito que poucas as pessoas que precisariam ler esse post lerão, em todo o caso, eu sou daquele tipo chato que gosta da máxima: eu avisei…

O blog tem recebido muitas visitas no último mês e eu agradeço muito a vocês leitores queridos que tem gastado um tiquinho da vida aqui nesse cantinho virtual lendo baboseiras. Infelizmente, a fama tem algumas faces ruins e ultimamente, por exemplo, eu tenho deletado alguns comentários chatos. Então eu quero pedir licença aos leitores bacanas desse espaço e antecipadamente: desculpem-me! O puxão de orelhas não é para vocês.

Mas alô pessoas sem noção, homofóbicos e tipo, gente xenofóbica e escrota que vem aqui, por exemplo, xingar os estrangeiros. Só para você espertão, que vem aqui xingar os estrangeiros, se ainda não percebeu, EU sou estrangeira nesse país, e não vou liberar comentário de gente que faz esse tipo de conversa, simplesmente porque eu não concordo com a sua visão limitada de que os estrangeiros são os responsáveis pela crise européia. Por favor, leia ao menos um pouco de história antes de soltar as suas pérolas por aí!

E gente que vem aqui babar o neoliberismo… du, como diriam os suecos, veio parar no lugar errado. A Suécia não é a terra dos sonhos não, mas aqui o buraco é muito mais embaixo e definitivamente esse não é um país de direita. Aqui é necessário pedir licença para tudo e o Estado ainda controla muita coisa. Aqui tem educação pública sim, as escolas são privadas mas pagas por meio do dinheiro recolhido dos impostos. Aqui o Estado ampara o cidadão que não tem condições de viver uma vida digna. E isso não é somente ser esquerda, isso é tomar responsabilidade sobre o bem estar da população, é levar a sério o papel da governança, isso é democracia.

Se você quer um exemplo de país de direita eu te dou, é os USA, e lá quem não tem dinheiro se fode. Aliás, sabia que nos EUA eles fizeram um programa tirando o maior sarro da Suécia, dizendo que os suecos não sabem o que é bom da vida porque eles vivem num país socialista? Bom, é claro que você não sabe. Provavelmente você nem sabe que USA e EUA são o mesmo país, além de outras coisas mais. Se você não acredita em mim, eu vou te contar um segredo: Papai Noel não existe e governo de direita não funciona. Não é democracia, aliás, é industricracia, porque não é um governo para o povo, é um governo que paga pau para as grandes multinacionais. Se você acha que liberalismo econômico traz maior segurança ao cidadão porque a concorrência livre faz com que as empresas tenham que baixar preços, meu filho, tá na hora de você acordar para a vida. Concorrência livre é apenas sinônimo de “nós te enganaremos o quanto quisermos, não tem nenhum Estado de merda nos controlando”. Se fosse tão bom essa coisa de livre concorrência, por que é que o Brasil – um dos países com maior número de celular per capta do mundo (se não o maior) – continua tendo um sistema de telefonia celular arcaico? As empresas que estão lá não são multinacionais? Será que com os milhões que elas ganham não poderiam melhorar o sistema no Brasil? Claro que poderiam, mas a única coisa que elas fazem é “melhorar” o sistema de atendimento ao cliente – isso, aquele mesmo em que você é jogado de telefonista para telefonista, em que ninguém pode resolver o seu problema e que no fim resultará em uma fatura bem gorda que você terá que pagar para não ficar no SCPC.

Eu não sou a dona da verdade, mas esse espaço é meu (meu mesmo, eu pago por ele) e exijo que as pessoas que aqui quiserem se manifestar o façam com respeito. Se você quer deixar um comentário, seja bem vindo tanto para concordar como para discordar mas fique sabendo que se você usar a combinação bolsa família= programa de controle do governo sobre a população ignorante; ou estrangeiro= bando de vagabundos que atrasam a Europa; ou a Suécia aceita a homossexualidade e o aborto= alta taxa de suicídio; ou qualquer outra baboseira, você será deletado. Use de respeito se quiser ser respeitado. Ignorância não é receber uma bolsa do governo, ignorância é achar que você sabe tudo e que sua postura de idiota é aceitável, afinal, não vivemos numa democracia? Só que não é isso não, criatura. Ademais, o princípio democrático não inclui a intolerância e o racismo, homofobia, xenofobia, misógenia e o ódio aos pobres.

Obrigado a todos aqueles que tem acessado ao blog e que tem deixado comentários construtivos, ou perguntas. É muito interessante perceber que tem gente que encontra algo de bom aqui, e que volta, e que participa.

Aos demais, poupem meu tempo e o vosso e, quando quiserem soltar merda, vão até o topo da página, cliquem no X e depois dirijam-se ao banheiro mais próximo.

#prontofalei

Coisas de Caipira #02

To em casa… Putz que saudade que eu estava do meu canto! Tomei um banho super (tem gente que tem problemas para cagar quando está fora de casa, já eu tenho problemas para tomar um banho decente!), fiz uma comidinha da hora e gastei metade do português que acumulei enquanto estive fora (no trabalho é só sueco) com o Joel.

A vida é boa!

Quando eu trabalhava de faxineira nunca compreendia porque suecos – que tem fama e que realmente não tomam banho todos os dias em algumas épocas do ano – tem dois banheiros na casa, sendo um com uma ducha e um segundo com uma banheira; ou vice-e-versa. O que eu não vi nesse tempo é a sujeira em que o pessoal costuma deixar o banheiro… principalmente a ducha. Como a gente estava semanalmente visitando os clientes – ou no mínimo, quinzenalmente – sempre achei que o relaxo da coisa era por causa da dependência da Marinete aqui; tipo, não vou limpar, eu tenho empregada, ela vem em 3 dias e vai dar um jeito nessa bagunça.

O causo é que a família para que eu trabalho tirou férias mas os assistentes que querem vão junto (pessoas com deficiência tem direito à assistência pessoal mesmo quando viajam para fora da Suécia), e como eles vão passar um bom tempo na praia e também por sermos um grupo que trabalha com a mesma pessoa a empresa providenciou um apê para a gente morar – tipo, alguém foi para fora do país e alugou o apê com tudo dentro para a empresa. Cheguei lá e a ducha estava daquele jeito… Me dá um nojo tomar banho em banheiro sujo que vou te contar hein? E eu nem para ter levado meu havaianas junto. O problema é  que a “nhaca” não tá só no chão, no chão a gente dá uma lambuzada com o “mopp” mesmo, mas no resto… Moral da história: entro no banho com os olhos fechados e saio o mais rápido possível!

To tentando ler os blogs que eu gosto de “cabo a rabo”: já que tenho internet no celular eu posso rir sozinha enquanto to com a bunda no trem ou no ônibus. Hoje eu estava imersa  no “Boneca de Neve” – blog de uma portuguesa, moradora de Nyköping cujo nome é… Joana – rindo a beça por causa de duas coisas que ela contou: que quase morreu de susto quando uma senhora puxou conversa com ela  numa sauna, e que por ocasião de uma vacina chegou a conclusão de que os vikings não morreram.

Sábado passado eu estava no mercado comprando ingredientes para fazer um bobó de camarão e como eu resolvi fazer a coisa de última hora e não tinha mandioca ( mas ia fazer de qualquer jeito mesmo) seria com batatas. Aqui na Suécia as batatas que são mais moles depois de cozidas recebem o nome de “mjölig” (a tradução direta não faz sentido, então explicando: é um adjetivo para coisas que são fáceis de converter em farinha…); e estas são realmente melhores se a intenção é fazer um purê ou coisa do tipo. Mas eu não lembrava o nome, e lá estavam três variedades de batatas separadas e etiquetadas em seus saquinhos me esperando, enquanto eu tentava avaliar com une-dune-tê qual era a tal da batata macia (o Joel estava ocupado com um alce nesse momento, em outra história). Nisso aparece uma senhora com cara de mãe – ou cara de quem entende de comida – ou simplesmente com cara de sueca (ou seja, ela ia saber qual era a variedade da batata que eu queria) e eu viro para ela e…: Com licença, eu… Ela: Eu não sou funcionária do mercado. Eu: (Em pensamento: Jura? Achei que o pessoal do mercado tinha mudado o uniforme! Tá muito mais moderno!) Desculpe, mas talvez você pode me ajudar?! Eu quero fazer um purê de batatas, qual dessas variedades é a melhor? (com meu melhor sorriso). A mulher fricou me olhando uns segundos meio – sei lá – então monossilábica: Mjölig… Eu: Muito obrigada!

Lendo o relato da Joana hoje lembrei desse e outros eventos que já me ocorreram nesse ano e quase meio de Suécia. No Brasil eu nunca passei uma viagem de ônibus sem puxar conversa com alguém e eu sei lá se isso é coisa do interior ou o quê, mas quando não tinha ninguém para gastar o português simplesmente conversava com o cobrador do metropolitano. Aqui se você puxa conversa com alguém sem um “motivo” bem definido… passa como doido!

E a questão das enfermeiras “vikingianas”: a primeira vez que fiz um exame de sangue por estas terras a moçoila que fez a coleta foi tão jeitosa que eu nem senti a picada da agulha. A segunda vez eu fui toda confiante e voltei para casa com uma marca roxa ao redor da veia: não foi a mesma moça, e eu sei lá se essa guria que lançou a agulha no meu braço não estava praticando para os jogos olímpicos (lançamento de dardo), mas nunca senti tanta dor em uma coleta de sangue na minha vida!

Enfim, é maravilhoso ler as experiências do pessoal que esta aqui há mais ou menos tempo que eu e perceber que, apesar de emigrantes de tão diferentes partes do mundo temos em comum essa coisa do choque cultural mais ou menos brutal, sob diversas perspectivas.

O melhor de tudo é que sobrevivemos!!!

PS.: Para quem tem curiosidade de ler sobre a história de outros brasileiros espalhados na Suécia, os blogs que acompanho estão relacionados na coluna “Cumpadis e Cumadis”, ao lado direito do texto. Mais abaixo, na coluna “Coisas de Caipira” há alguns outros blogs de brasileiros espalhados pelo mundo (USA, Alemanha, Croácia, Noruega) de gente que acho que é engraçada e interessante de ler. Para quem quer mais, dá um clique na imagem “Mundo Pequeno”: lá você tem a lista dos blogues de brasileiros espalhados pelo mundo (curioso para saber como é a vida dos emigrantes brasileiros no Japão? Em algum lugar da África? Austrália? França? Tudo isso está lá!).