Facebook

Muita coisa pra falar, pouca organização. Andei fazendo muita coisa… mas precisava usar o espaço para desabafar – como sempre. Então hoje consegui colocar tudo em ordem e lá se vão três posts – não se assuste, isso não vai acontecer sempre.

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Esse mês teve o dia mundial de combate ao suicídio e, como não podia deixar de ser, eu tratei do tema sob o viés da minha opinião furada de analfabeta funcional nesse post aqui. Aliás, recebi um e-mail muito bacana de um Humberto Correia depois de publicar o post, agradecendo o meu empenho da divulgação e discussão do tema (oi?). Claro que me senti mas…

Todo esse papo de depressão, suicídio e doenças psíquicas mexem comigo. Uma, que são do meu interesse afinal, uma vez na minha vida eu já havia sonhado em ser psicóloga. Duas, que eu tive depressão então… né. Enfim, já percebeu o quanto o facebook anda “poluído de gente se sentindo triste”?

Eu fiquei chocada quando o pessoal começou a compartilhar o “humor do dia” por meio daqueles bonequinhos. Tem sempre alguém que aparece no roll da sua página inicial se “sentindo triste”. Uns assim  e outros assim . Sem contar na turma do povo que usa o símbolo para mostrar que está se sentindo desanimado…

E daí né? Não passa de um bando de gente manhosa tentando chamar a atenção. Jura? Bom, pode até ser, no início, porque assim que alguém escreve um “se sentindo triste” ou “desanimado” sempre tem uma Maria curiosa indo lá perguntar: por que fulano? O que aconteceu Zé?

Tá, eu sou daquele tipo que entra no facebook e dá uma rolada na página inicial e depois cai fora. Tenho 300 contatos no facebook – acho que devia ter menos – mas dentro desses 300 contatos percebi que há três pessoas – uma para cada cem – que ao menos uma vez por semana marcam seu status com um “se sentindo triste”. Eu percebo que fica cada vez mais difícil de ver, uma vez que ninguém “curte” um status em que alguém diz que está malecho e menos gente ainda se importa sobre o porquê do cidadão estar fazendo manha – again.

Comentei isso com algumas pessoas e a maioria delas me deu dicas de como excluir o status dos cidadãos tristonhos e desanimados do meu roll da página inicial. Pô, não são meus amigos, afinal, facebook é para você ter contatos e eu entendo que tem gente que usa o “face” só para diversão, então essa coisa do “estar triste” não encaixa bem nos planos. Eu acho que se fossem amigos eu ficaria preocupada, mas como não, eu apenas fico pensativa e com pena, imaginando quantas pessoas eliminaram o sujeito de suas atualizações porque ele sempre está para baixo.

Nem eu gosto de gente que fica o tempo inteiro reclamando, mas mesmo assim não posso deixar de questionar… estou vendo coisas? Vocês também tem contatos gritando no facebook toda semana que estão se sentindo tristes? Quantas dessas pessoas recebem alguma atenção? Quantas delas tem histórico de depressão ou outro transtorno psíquico?

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Dia Mundial de Combate ao Suicídio

suicidioO dia 10 de setembro foi escolhido como Dia Mundial de Combate ao Suicídio. Foi ontem, mas às vezes, mesmo que eu queira, não dá nega e eu não consigo blogar. Enfim, suicídio pode até soar bonitinho em romances do tipo Romeu e Julieta, mas a verdade é que envolve muito sofrimento para todos os envolvidos e um enorme problema de saúde.

To tocando no assunto porque desde que eu mudei para cá tem muita gente que fala disso: a Suécia tem uma das maiores taxas de suicídio do mundo/ não adianta tanta tecnologia e dinheiro se tem um monte de gente que se mata lá/ existem tantas pessoas que se suicidam na Suécia porque ninguém acredita em Deus; blá blá blá…

A gente pode especular e especular a respeito do tema. Na minha opinião, a cultura sueca é um dos fatores que contribui sim para esses números mas, não porque aqui há mais ateus do que crentes ou porque o aborto é permitido (já ouvi cada uma que até parece que os ouvidos viraram pinico!), e sim simplesmente porque os suecos tem essa coisa de se virarem sozinhos, dar conta do recado por si próprios. Sueco “guarda” suas dificuldades para si e compartilha apenas com as pessoas que ele considera próximas. E não é que eu veja isso como um defeito não, pelo contrário: conheço muito gente (inclusive eu) que seria mais feliz se aprendesse a ser mais discreto. Mas essa dificuldade de expor os sentimentos pode virar uma bomba relógio.

E daí que eu sublinhei o pode porque essa não é uma regra. É só um chute baseado em alguns poucos textos que eu li sobre a importância de procurar ajuda quando você está mal.

Lendo algumas coisas ontem sobre o tema eu acabei nesse artigo do Humberto Corrêa que traz alguns dados, como, por exemplo, que cerca de nove milhões de pessoas se suicidam no mundo por ano e que o número de suicídios no Brasil cresceu em 30% nos últimos vinte anos, sobretudo entre homens jovens. O principal ponto do texto do Humberto é a afirmação de que o suicídio seria mais facilmente combatido se a gente deixasse o tabu de lado. Eu concordo.

Tem que se botar para fora o que não sai da cabeça

Tem que se botar para fora o que não sai da cabeça

Concordo porque, indiferente de acontecer no Brasil ou na Suécia, o caso é que ninguém se mata porque está feliz. E, indiferente da cultura sueca ou brasileira, todos nós temos imensa dificuldade de lidar com a tristeza. Na cultura sueca, talvez porque eles sejam fechados e det är inte okej (não é aceitável) pedir pinico para os outros. Na cultura brasileira simplesmente porque a gente é muito feliz para ser triste.

É só para pensar: quantos dos seus amigos estão postando semanalmente no facebook que não veem a hora do final de semana chegar só para entortar o caneco? Quantas dessas pessoas escondem um sentimento enorme de frustração e tristeza por detrás do “soltar a franga”? Por que é que beber para esquecer é aceitável?

E quando o tiro sai pela culatra e, de repente, o cara mais legal da roda se enforca, todo mundo fica surpreso porque ele “sempre” estava feliz.

É claro que eu to tocando em apenas um dos fios de uma meada muito embaralhada: o bullyng mata, a homofobia, o machismo, a marginalização,  o racismo e mais um monte de “ismos”. Eu ficar na “carne” daquela guria até essa gorda se tocar que precisa emagrecer NÃO é uma ajuda; tratar a namorada na coleira porque você é um maníaco carente NÃO vai fazer ela te amar, vai destruir ela (e o contrário também é verdadeiro, só menos frequente porque mulheres nem sempre dispõe do poder para manipular); excluir homossexuais, pobres e negros porque o problema é deles por serem assim NÃO te faz uma pessoa tolerante à diversidade, só serve para mascarar o teu preconceito.

Mesmo os mais fortes e grandes sofrem

Mesmo os mais fortes e grandes sofrem

E que mal há em falar algumas verdades, não é mesmo? Nenhum, não fosse por um detalhe: as pessoas que estão azucrinando as demais, por qualquer motivo que seja, sempre estão tentando esconder algum sentimento de inferioridade ou frustração. Há muitos relatos sobre isso (dá uma lida nos guests posts do blog da Lola): eu tenho medo de virar o objeto do bullyng, então em me junto à rodinha do pessoal que azucrina assim eu fico fora da linha de tiro. Ao menos por enquanto. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, e parece que as redes sociais estão aí para isso: a gente fala o que quiser na rede e, na maioria dos casos não é punido. Isso legitima as redes de ódio que já estão pulando da internet para a vida real.

E isso tudo não acontece apenas no Brasil (tem muito aqui também, apesar do pessoal dos direitos humanos estarem em cima o tempo inteiro) mas no Brasil é visto por muito poucos como problema. Eu sobrevivi ao bullyng, alguns dirão, mas quando você estudava já existia facebook? A gente não quer ver, não quer aceitar que há pessoas que sofrem ao nosso lado, e que a tristeza é mais comum do que é socialmente aceitável (no Brasil).

Eu volto a combater a imagem que a gente vende do Brasil: somos um povo alegre e descontraído, com super “força na peruca”; o país do carnaval que chora suas mágoas na avenida do samba e lava a alma nas ondas de Copacabana. O povo mais simpático e forte do mundo, que mesmo com tantas dificuldades sempre aparece na TV com aquele sorrizão na cara, povo de jeito de moleque que encanta no futebol, na música, na dança…

…e não tem absolutamente o direito de ficar triste. E que esconderá a tristeza por detrás do ódio (duvidam que gente que fica xingando pobre na internet é porque tem problema?) ou de festa. Afinal, sempre é bom encontrar um canal por onde a gente vai descarregar as mágoas, e desde eu que faça o bem para mim mesmo, tá valendo.

suicidio 3

Eu não tenho a menor dúvida de que há muita gente feliz no Brasil. Feliz de verdade. Temos uma cultura de festa, dança, música e travessuras e isso ajuda realmente a limpar a alma. Mas quando nem isso ajuda é sinal de que a coisa está realmente feia e a gente deve perder o medo de declarar que está triste e que perdeu o tesão de viver.

É importante começar uma verdadeira conscientização a respeito da natureza da tristeza; da diferenciação entre tristeza e depressão e da necessidade de buscar ajuda profissional quando você percebe que o tesão de viver está morrendo. Afinal, um suicida não é bem uma pessoa que acorda numa manhã de segunda feira e resolve que já deu; muitas vezes a alma dele já morreu há tempos, só falta mesmo é deixar o corpo.

Quem quer se matar não decide de uma hora para outra, o sentimento aparece sorrateiro e vai crescendo e crescendo incentivado pelos transtornos psíquicos que a pessoa sofre. E aí que as vezes compartilhar isso com amigos vira piada e a única maneira seria buscar a um profissional, mas a oferta de ajuda profissional no Brasil ainda é muito precária no que se refere ao atendimento de pessoas com transtornos psíquicos.  A OMS recomenda (segundo esse artigo) um mínimo de 4 leitos psiquiátricos para cada 100 mil pessoas enquanto no Brasil há cerca de 0,4. Só mesmo trazendo a tona a realidade desse problema vai fazer com que sejam tomadas providências a respeito desse déficit.

Quando não há profissionais disponíveis e os amigos levam tudo na flauta a situação se vê desesperadora. Os transtornos psíquicos que levam a morte são um tabu e eu posso afirmar isso: quando eu tive depressão teve muita gente que disse que eu fazia manha, afinal, eu era jovem, talentosa, bonita, inteligente, tinha um bom trabalho, uma família que me amava e… o que mais eu poderia querer?

Mas nada é assim tão simples. Não é apenas uma questão de querer, ainda que esse seja o primeiro e mais importante passo em direção a cura. Sim, porque transtornos psíquicos são doenças, não são manha, faz de conta para chamar a atenção ou fazer piada. E se queremos que as pessoas que estão com problemas sintam-se confiantes para falar disso, temos também de vencer mais esse obstáculo: o de julgar quem está triste como fraco ou como só mais um cheio de mi-mi-mi-mi.

Enfim, se enfrentarmos os tabus que envolvem o suicídio esses números vão diminuir, tanto aqui como em qualquer lugar.

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A Suécia dispõe de uma linha de ajuda para pessoas que não se sentem bem: a nationella hjälplinjen.

Telefone: 020 22 00 60

Internet: 1177.se (chat com psicólogos).

Esse atendimento é gratuito.

Sobre a tristeza e o suicídio

Decidi filosofar um pouco, afinal é domingo e então, nada melhor para se fazer – na Suécia não tem futebol na tv no domingo a tarde, nem Faustão… hahaha! Além do que eu não tenho tv! Num dos coments de um post que escrevi semana passada as meninas R e A disseram que no blog Escreva Lola Escreva havia um guest post sobre a Suécia (datado de primeiro de março) que tratava sobre a questão das relações entre homens e mulheres.

O autor do post é o José Tarcísio que vive em Stockholm, estuda física mas se interessou também por estudar a sociedade sueca. E como não poderia deixar de ser, uma das coisas mais impactantes dessa sociedade é a igualdade entre homens e mulheres. Além da questão da licença parental, ele aborda o fato de que meninos e meninas vestem qualquer cor e brincam com qualquer brinquedo (fato: eu vi uma foto da princesa Victoria exibindo um macacão azul sobre a barriga, deduzi que o herdeiro do trono sueco seria menino… e A recém nascidA chama Estelle! Esqueci completamente de onde estava); e que as mulheres tomam iniciativa na paquera sem serem tachadas de oferecidas e etc..

O post é realmente interessante (leia aqui), mas o que me chamou a atenção foram os coments: lá pelas tantas um anônimo escreveu que “Só para lembrar, essa terra ‘perfeita’ é a 28a no ranking dos suicídios“. oO. Primeiro, o post não é sobre suicídio, é sobre relações de gênero. Segundo, nós brasileiros temos um orgulho meio bobo não é? Se algum país é melhor do que o nosso em alguma questão social, temos sempre de lembrar que o “nosso” povo é considerado, visto e aclamado como o mais feliz e simpático do planeta.

Sério?! Brasileiro é feliz (mesmo) ou eufórico? Não, eu não quero nem posso afirmar que brasileiro seja infeliz e tenho mesmo muito orgulho de pensar que se o brasileiro não é realmente o povo mais feliz e simpático do planeta é, no mínimo, o mais otimista. Mas posso usar isso como justificativa? Brasileiro vive na violência, mas no mais… sem problemas, porque somos felizes. Brasileiro vive na miséria, mas no mais… sem problemas, somos felizes. Brasileiro é machista e corrupto, mas no mais… você sabe, somos felizes. Não parece demais esse tipo de comparação? Sueco é seco e individualista, por isso é triste. Sueco é feminista, por isso é triste. Sueco é materialista, por isso, triste.

Seria perfeito apenas colocar tudo num saco subjetivo de “felicidade” e “tristeza”. Eu chuto que seria mais acertado dizer que brasileiros tem um traço cultural muito mais quente do que suecos. Gritamos, choramos de soluçar, rimos às gargalhadas, dançamos mexendo todo o corpo. Até aí, sem novidades. Mas isso não é o “natural” em todo o planeta: nossos amigos vinkings tem de estar um tanto quanto embriagados para soltar a franga porque culturalmente é inadequado rir alto, gritar, chorar ao soluços, dançar como loucos… Não é lagom.

Dai o anônimo continua: “Se a coisa lá é tão boa e funciona tanto assim, pq se matam tanto?“. Seria interessante perguntar então: porque os brasileiros não enlouquecem ou cometem suicídio diante de tanta merda que acontece no Brasil? Eu amo o Brasil de paixão, mas ninguém pode negar que temos problemas seríssimos estruturais, políticos administrativos e sociais que afetam toda a população brasileira. Graças a Deus que brasileiro é otimista!!… Brasileiro tem “jeitinho” pra tudo, e tudo vai ser resolvido de uma forma ou de outra. Brasileiro tem fé. Brasileiro joga junto e tem força na peruca!

Pra mim essa palavrinha significa um tudo: “junto” (ou equipe, ou time, se preferir) é um indicativo de proximidade. Há uma série de estudos que mostram que povos do norte do mundo tem uma noção diferente de espaço pessoal (leia o livro “Como conquistar as pessoas”, de Allan e Barbara Piece), sendo que essa diferença se acentua ainda mais em países chamados orientais: não é adequado tocar, nem mesmo apertar as mãos de pessoas com as quais você não seja íntimo; que dirá abraçar, beijar, fazer um carinho ou um cafuné. Brasileiro ri junto, grita junto, chora junto, dança junto. É só pensar em estádio de futebol e carnaval: uma multidão pulando e se amassando, transpirando e se atropelando… achando tudo fantástico. Sueco sorri sozinho, nunca grita, chora sozinho, dança sozinho. Aqui ninguém tem o direito de se meter na vida dos outros. Isso mesmo, cansado das vizinhas fofoqueiras, tia, primas, irmãs e todo mundo que se mete na sua vida? Mude para a Suécia e comece imediatamente a sentir falta disso. Aqui, se você está triste ninguém não vai fazer coisa alguma a respeito a menos que você demonstre que “alguém” pode. “Ninguém” vai abraçar uma pessoa melancólica e dizer um: você não está sozinho… Uma das piores sensações do mundo é quando imaginamos que ninguém se importa conosco, que ninguém vê nossas lágrimas, que ninguém vai sentir nossa falta. É certo que um depressivo pode e vai perseverar na angústia e sofrimento até decidir por si mesmo ser feliz, mas será que apoio não vale realmente nada?

Penso que a questão do frio e do sol influenciam também, mas pouco. Ou será que o frio e escuro ajudaram a moldar a cultura desses povos? Foi difícil para mim me habituar a falta de sol, sobrevivi ao inverno a basa de vitamina D. Além disso, é certo que o corpo produz uma série de substâncias que induzem ao sono e ao despertar que são acionadas de acordo com a luz solar. Se o sol aparece as 9h e some as 15h… Ok, “baiano passa o dia todo na rede”, e na Bahia é quente pacas, tem luz a beça… O calor também induz a preguiça, mas não é de preguiça que eu to falando: to falando de sentir sono e cansaço.

O frio mais intenso que existe nos países europeus é a falta de calor humano. Que esse é um fator existente de sobra no Brasil e em falta por aqui, não há como contestar. Duvido, no entanto, que a questão do calor humano tenha alguma relação com as questões de gênero: um povo não é mais ou menos caloroso de acordo com seu grau de feminismo ou machismo; o Brasil poderia ter relações de gênero mais equilibradas e ainda ser o campeão de felicidade e otimismo.

Há um órgão internacional que trata da prevenção ao suicídio, e de acordo com o site deles a incidência do ato tem diminuído gradualmente na Suécia, passando a ser mais frequente entre jovens do que entre idosos, não sendo maior do que a média mundial. Segundo a OMS, na Suécia a estimativa de suicídios é de cerca de 18.1 entre os homens e 8.3 entre mulheres (dados referentes ao ano de 2006, relativo a grupo de 100 mil pessoas), sendo que no Brasil a taxa é de 7.3 e 1.9, respectivamente (ano de 2005 – grupo de 100 mil pessoas). Apesar de a taxa sueca ser quase 3 vezes maior entre homens e quase 4 vezes maior entre mulheres do que no Brasil, não há muito o que comemorar pois os dados recebidos pela OMS dependem diretamente dos sistemas de dados de cada país. O que quero dizer é que países como o Irã, por exemplo, apresentam uma taxa de suicídio de 0% – afinal, as tentativas de suicídio no Irã não podem ser só tentativas, ou você consegue ou será condenado a morte.

Por fim, tristeza no Brasil vira música sertaneja, pagode ou cervejada; e há quem goste e aprove todos os três…