As flores de plástico não morrem…

Se tem uma coisa que marca muito a primavera/verão sueco são as flores. Tudo fica verde e a primeira coisa que explode para todos os lados são dentes de leão – que eu sei que em muitos lugares são vistos apenas como pragas, mas aqui na Suécia dão um toque todo especial para a paisagem. Depois vem os rododendros – tipo azaleias gigantes! – e por fim, as rosas em julho! Ano passado tirei um monte de fotos nas ruas para postar aqui no blog, coisa que nunca fiz…

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Então, quando mudei para o apê recebi a visita da sogra e claro, ganhei flores. Um tipo bem típico de flor de Natal (era dezembro) e uma orquídea. A flor de Natal logo morreu – e isso era esperado. Mas a orquídea também foi – em pouco tempo – e isso definitivamente não era esperado. Orquídeas funcionam muito bem em todos os lares suecos: basta regar com 3 colheres de água uma vez na semana – foi isso que me disseram – e deixar a planta próxima a janela e ela sempre estará bonita. Até conversei com ela, o que não definitivamente não impediu que ela “partisse”.

Depois disso sempre comprei buquês de flores – acho legal ter na casa, ou botões de rosa… até que na semana passada vi umas rosinhas (pés de rosa, não buquês) no ICA. Apaixonei. Comprei um dos vasinhos com maior número de botões, li as informações do frasco e estava muito feliz da vida esperando os botões abrirem. Até mostrei para minha mãe pela web cam, afinal eu tava para lá de entusiasmada com minhas recém adquiridas rosas amarelas.

Hoje elas estão murchas. Reguei e fiz tudo o que o rótulo dizia, mas acho que falta sol. Chove em Gotemburgo.

Lembram daquele filme “28 dias” com Sandra Bullock? Se você tem uma planta e deixa ela morrer não está pronto para ter um relacionamento sério com alguém. Espero que isso realmente não tenha nada a ver, senão lasquei-me. Nunca consegui cuidar de uma flor – nem aqui, nem no Brasil – e não to com vontade de começar terapia…

Comprar flores de plástico está absolutamente fora de cogitação. Acho que não há nada mais deprimente do que flores falsas que ficam empoeiradas e de cor esmaecida com o tempo.

Realmente não gostaria que minha rosa morresse. Alguma dica?

 

 

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Pequenas Grandes Coisas da Minha Vida Sueca #15

A primavera deu as caras por esses dias: estamos acima dos 10 graus C minha gente! E tudo indica que ficaremos por ali… hehe. Mas é super, não dá realmente para explicar. Todos mundo me dizia que eu entenderia a felicidade do povo sueco quando o termômetro atinge essa marca insignificante aos olhos brasileiros depois do meu primeiro inverno aqui, e veja só, é verdade. Isso que meu primeiro inverno sueco não foi um “daqueles” invernos – como a Mari e a Paula experimentaram – mas eu me sinto imensamente satisfeita com esse calorzinho.

Ontem tivemos 15 graus e eu e Joel nos aventuramos a beira mar. Ventava muito, o vento a beira mar é super gelado mas eu me senti quase no verão: céu azul, eu com apenas dois casacos, uma sensação maravilhosa de liberdade! Entrei na onda e agora eu sou mais uma entre os entusiasmados suecos que comemoram os 10 graus C. É muito lindo: as pessoas parecem mais sorridentes e até mesmo as árvores parecem contentes ao exibir suas novas folhas verdes e flores.

No trabalho o Zé começou a ouvir um CD com músicas de verão. E qual não foi a minha surpresa ao ouvir uma versão do Biquíni de Bolinha Amarelinha em sueco? Na verdade, a versão original da canção é dos Estados Unidos (com o nome Itsy Bitsy Teeny Weeny Yellow Polka Dot Bikini, e eles falam de um biquini normal! haha), que ganhou o mundo em várias versões na década de 60, no Brasil na voz de Celly Campelo.

Eu já comentei que as calcinhas suecas são enormes, mas acho que não dá para explicar sem mostrar. Em todo o caso eu tenho uma amiga que foi para o Brasil e levou umas amigas suecas e me contou que as suecas ficaram horrorizadas com o tamanho do biquíni brasileiro (sim, aqui elas tapam a bunda inteira e os seios inteiros quando não fazem topless). Não quero ser repetitiva, mas o que quero deixar claro é que uma calcinha sueca, ainda que fio dental, vai ter mais pano do que a calcinha convencional brasileira. É uma contradição inexplicável, uma vez que quando a gente vai para um local de banho (próximo a um lago ou numa praia) não há cabines para trocar de roupa e todo mundo fica ensaiando uma coreografia louca com a toalha de banho – mostra aqui, tapa lá, puxa para o lado, opa! foi muito, volta agora para baixo…  – mas as crianças em geral ficam peladinhas, e eu já vi mulher grávida se trocando sem toalha alguma e sem nenhum pingo de vergonha: só e simplesmente ela tirou a calcinha e colocou a calcinha do biquíni, depois tirou o sutiã e colocou o sutiã do biquíni…

Eu uso um biquíni normal. Mesmo assim quando fui nadar com a Frida e a Liv tinha uma monte de gente olhando para mim como se eu estivesse pelada. Não, definitivamente não foi porque essa brasileira aqui – apesar de não ser mulata – é muito linda (minha modéstia me consome) – afinal, eu engordei quase 3 quilos depois que mudei, e esse três quilos foram parar só na barriga! Foi por causa do tamanho do meu biquíni! Hahahaha – ah se ele fosse amarelo!

E com vocês, direto de 1961, Lil Babs com…

O coro masculino é em norueguês, e eles perguntam: 1, 2, 3 o que a gente não pode ver? O restante da música segue o mesmo padrão da versão em português…