Vento torto

Toda vez que a primavera/verão sueco começam é a mesma coisa: gente lagarteando para todos os lados, aproveitando qualquer réstia de sol – seja entre as nuvens ou entre os prédios – e gente que se joga nos lagos por aí quando a temperatura atinge os 10 graus C.

Isso sempre me leva a pensar em duas coisas.  A primeira é que, para alguém que passou a maior parte da vida andando na sombra literalmente, essa caça louca pelo sol não faz sentido. Fisiologicamente faz todo o sentido, o corpo fica sem sol por longos meses e está clamando por vitamina D. Mas eu não entendo que as pessoas continuem fazendo isso ao sol do meio dia. É meio paródia isso, a pessoa quer sair para pegar um sol entre 12 e 12h30 – o horário de almoço – e aí quando entra está assustada porque se queimou. Saca? Minhacarasuperbrancaquenãoviusolduranteoitomesesobviamentevaificarcermelhadeumavez. Deu pra entender né? Mas o dia depois de amanhã lá vão eles, fazer mais do mesmo. Aí quando me dizem que a memória do ser humano é curta eu me pergunto: que memória?

E o banho de lago. As temperaturas atingem a marca mágica de 10 graus e aí, metereologicamente a primavera começou. E com ela as competições para ver quem será o corajoso a tomar o primeiro mergulho do ano. A intenção é só essa mesmo: tirar a roupa, pular na água, gritar, gritar muito, xingar o mundo, gritar mais um pouco, xingar mais um pouco e continuar intercalando os dois enquanto sai da água pra se secar. Normalmente depois desse ritual o sueco vai soltar dois comentários: o “caralho tá muito frio!” e o “a sensação na água é terrível mas agora eu me sinto super bem”. Such…

Quando a temperatura chega aos 20 graus C é hora de deixar as crianças também entrarem na brincadeira. E eu? Eu penso na minha mãe que não deixava a gente tomar banho de piscina quando, apesar de quente, tinha vento. Porque vai que né? Se tomasse um vento torto ou uma friagem…

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Salada de frutas #02

Dá impressão que o blog tá de férias né? Mas não está – e nem eu. É só que às vezes não dá mesmo tesão de escrever. Por exemplo: eu to em outra cidade (Halmstad) e podia contar a história do lugar e tals (que todo mundo encontra no Wikipédia), postar umas fotos – ou não (pois ainda não resolvi o problema com a máquina fotográfica)… mas só e simplesmente não rola.

Começou a chover. E eu sempre falo do tempo aqui no blog. Isso às vezes quase que me irrita! Parece conversa mole – do tipo será que chove? E o outro: pois é… parece né? Bom, aqui na Suécia a coisa rola assim: será que chove? E o outro: Mais cedo ou mais tarde… O que eu quero dizer com todo o bla bla bla é: leve sempre um casaco, não importa quantos 28 graus C estejam fazendo agora. Desconfie do céu totalmente azul e sem nuvens, isso significa apenas que  não chove no exato momento. Outra coisa importante: céu azul e sol não significa calor, mesmo no verão: tenha um termômetro em casa para saber a temperatura, consulte o app do seu smartphone ou ponha o pé fora de casa antes de sair de casa pelada. Não vá na onda das suecas porque elas usam shorts a partir dos 15 graus C – quando eu ainda estou com, no mínimo, jeans e uma boa blusa.

Falando em shorts preciso fazer um comentário maldoso (pena que minha máquina fotográfica…!): cheguei a conclusão de que os shorts suecos (ou da moda) são menores do que as calcinhas modelo sueco (ou europeu). A maioria das moças saem na rua mostrando a polpa da bunda – a cintura ainda é centro peito – mas o comprimento do short deixa qualquer funkeira parecendo uma “oma” (vó em alemão), ou melhor, uma “tant” (senhora, em sueco). A questão que não quer calar: com a calcinha do tamanho que é (de “senhora”), como é que não aparece? E precisa ouvir com que “horror” elas falam dos biquínis espanhóis e brasileiros: não pode ir na praia com um “mini” biquíni, mas passear no shoping com meia bunda a mostra, no problems! Vai entender!

Hummm eu sei que sou eu que estou soando como uma “tant” agora, mas eu não pude me conter!

Sinto que entrei numa fase em que estou afinando o meu sueco. Às vezes é difícil lembrar todas as regras que eu estudei, mas quando estou com as pessoas certas sou lapidada a todo o momento. Bom e mau. Às vezes descubro que coisas que repeti um milhão de vezes, repeti um milhão de vezes errado, criei como que um vício e preciso de força e concentração para quebrá-lo. Resultado: fico exausta! Parece que meu cérebro não tem um minuto de descanso e agora – na maioria das vezes que falo português – estou pensando/ traduzindo mentalmente para sueco… pá! Ninguém merece!

Esse é mais um dos motivos pelo qual o blog é importante para mim. Quando eu estive no Brasil em janeiro todo mundo (em especial a Ana) caiu na minha carne porque eu estava falando português errado. Fico pensando nisso quando eu converso com a Vânia (eu falo errado?)… praticar português é a saída!

Ou eu ando escrevendo errado sem pensar também?

 

É verão em Göteborg!!!!

To muito feliz: essa semana fez sol e “calor” todos os dias; ainda que o sol tenha aparecido apenas durante algumas horas do dia, ou só dando uma espiadinha no meio das nuvens – pelo menos não choveu. Há um clima especial no ar!

Verão na Suécia é igual a férias. Férias é igual a muitas atrações na cidade e uma multidão nas ruas do centro. Da multidão das ruas do centro eu curto apenas uma coisa que eu chamo carinhosamente de “Torre de Babel”: turistas e mais turistas se acotevelando com suas máquinas fotográficas e sacolas de compras cheias de lembranças (a maioria delas, alces) de Gotemburgo, falando e gritando atrás de suas crianças em uma série de línguas totalmente estranhas para mim. Posso identificar turistas alemães (escutei muito na minha vila no Paraná – obviamente que aqui é diferente… mas dá para entender que É alemão); os ingleses, italianos e orientais – claro que os últimos é devido a fisionomia, e não a língua, que posso identificar…

Logo que mudei para Göteborg percebi que havia uma falha nos númeoros dos spårvagnar (trens elétricos, bondes) da cidade, pois os mesmo são numerados entre 1 e 13, e o número 12 não existe. Não existe e existe: o número 12 é um trem especial, extremamente antigo, que roda pela cidade somente nos períodos em que o Liseberg está aberto (entre abril e setembro, se não me engano, e no período do Natal). O Liseberg é o maior parque de diversões da Escandinávia, e atrai realmente muita gente para cá. Ano passado me vi muitas vezes em apuros porque o pessoal me parava nas ruas e dizia: “Ursäkta mig, vilken spårvagnen kommer till Liseberg?” (com licença, qual o trem para o Liseberg?) Eu eu só… então né? Às vezes eu dizia um “Inte svenska” (não sueco – que pode significar de forma simples tanto o “eu não sou sueco” como “eu não falo sueco”), ou só “Fyra och två” (quatro e dois). Mandei muita gente para o lado errado, afinal eu nunca expliquei para qual direção do número quatro ou dois o pessoal devia embarcar!  Já com o número 12…

Há uma agenda especial para a cidade durante o verão. Ontem tivemos o show da Madonna no Ullevi (moderno estádio de futebol de Gotemburgo) e tenho certeza que vocês encontrarão um post com fotos e detalhes sobre isso lá no Diário de uma Teimosa. Eu não sou fã da Madonna e não sei o que os fãs acharam da apresentação dela, mas espero que tenha valido o valor do ingresso… não é exatamente isso que o pessoal do jornal Göteborg Posten pensa: além do show não ter a venda de ingressos esgotados (foram disponibilizados cerca de 70 mil ingressos mas  40 mil pessoas assistiram o show de Madonna… só?????) eles foram negativamente críticos a respeito, e deram para ela nota 2 (numa escala de 0-5). A turnê da Madonna na Escandinávia já recebeu críticas negativas depois da apresentação dela na Dinamarca (na segunda- feira), e acho que o mar não está para peixe para a caravana da cantora pois um dos caminhões que levava o equipamento de som para o show da diva pop tombou próximo a Göteborg na terça (a carga estava avaliada entre 3,5 e 5 milhões de reais!)…

O que bombou mesmo no Ullevi foi a venda antecipada de ingressos para o jogo entre   Barcelona e Manchester United que acontece em agosto. Em apenas 50 minutos todos os ingressos para o jogo estavam esgotados! Mas quem não está dentro não precisa ficar triste porque tem muito esporte rolando de graça durante o verão gotemburguês…

Por exemplo, a Partille Cup acabou de começar. Segundo os organizadores esse é o maior torneio de times (de clubes) do mundo, e eu não to falando de futebol (afinal aqui em Götebog também tem disso, mas é essa é outra história, é a Gothia Cup): a cidade está literalmente poluída de adolescentes fanáticos por handebol. A competição vai até sábado e cada vez que entro no ônibus ou trem encontro um time diferente… é tão legal, todo mundo suado, animado, os mais novos (categoria 10 anos) colados no treinador/equipe, os mais velhos (entre 18 e 20) fazendo de tudo para dar uma escapada… Queria encontrar uma delegação brasileira, segundo a página do campeonato há 18 clubes brasileiros na competição (informações: http://www.partillecup.com/). A Vânia foi lá na concentração em Heden e deixou um post com fotos muito legal a esse respeito (aqui).

Eu queria postar umas fotos aqui no blog, mas to com um problema com a camera digital. Sei que tudo fica mais legal e colorido – mais interessante também – com uma fotinhas, mas por enquanto vai tudo no preto e branco. Quando resolver o treco faço um post especial com fotos da cidade durante o verão!

Hoje o jornal trouxe uma curiosidade incrível: o clima da cidade de Göteborg varia tanto de região para região que há locais com uma média de 130 dias de sol por ano, enquanto outros tem apenas 108. A diferença é de quase um mês de sol! Segundo a reportagem, o lado mais ensolarado da cidade é o das ilhas, e o menos ensolarado… fica pras bandas da onde eu moro!!! Quero mudar, já!

Falando nisso, chega de ter a bunda no sofá por hoje. Fui pedalar!

As flores de plástico não morrem…

Se tem uma coisa que marca muito a primavera/verão sueco são as flores. Tudo fica verde e a primeira coisa que explode para todos os lados são dentes de leão – que eu sei que em muitos lugares são vistos apenas como pragas, mas aqui na Suécia dão um toque todo especial para a paisagem. Depois vem os rododendros – tipo azaleias gigantes! – e por fim, as rosas em julho! Ano passado tirei um monte de fotos nas ruas para postar aqui no blog, coisa que nunca fiz…

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Então, quando mudei para o apê recebi a visita da sogra e claro, ganhei flores. Um tipo bem típico de flor de Natal (era dezembro) e uma orquídea. A flor de Natal logo morreu – e isso era esperado. Mas a orquídea também foi – em pouco tempo – e isso definitivamente não era esperado. Orquídeas funcionam muito bem em todos os lares suecos: basta regar com 3 colheres de água uma vez na semana – foi isso que me disseram – e deixar a planta próxima a janela e ela sempre estará bonita. Até conversei com ela, o que não definitivamente não impediu que ela “partisse”.

Depois disso sempre comprei buquês de flores – acho legal ter na casa, ou botões de rosa… até que na semana passada vi umas rosinhas (pés de rosa, não buquês) no ICA. Apaixonei. Comprei um dos vasinhos com maior número de botões, li as informações do frasco e estava muito feliz da vida esperando os botões abrirem. Até mostrei para minha mãe pela web cam, afinal eu tava para lá de entusiasmada com minhas recém adquiridas rosas amarelas.

Hoje elas estão murchas. Reguei e fiz tudo o que o rótulo dizia, mas acho que falta sol. Chove em Gotemburgo.

Lembram daquele filme “28 dias” com Sandra Bullock? Se você tem uma planta e deixa ela morrer não está pronto para ter um relacionamento sério com alguém. Espero que isso realmente não tenha nada a ver, senão lasquei-me. Nunca consegui cuidar de uma flor – nem aqui, nem no Brasil – e não to com vontade de começar terapia…

Comprar flores de plástico está absolutamente fora de cogitação. Acho que não há nada mais deprimente do que flores falsas que ficam empoeiradas e de cor esmaecida com o tempo.

Realmente não gostaria que minha rosa morresse. Alguma dica?

 

 

Pequenas Grandes Coisas da Minha Vida Sueca #16

Tava na dúvida se escrevia ou não um post hoje porque não ia dar tempo de escrever sobre o que eu queria, mas no fim das contas to aqui sentada no sofá ouvindo Simon&Garfunkel pra contar um pouco sobre as velhas novas de sempre.

Pra variar, lavei a roupa e ela está no sacola de lavar roupas (dobrada) em frente ao guarda roupa. Eu não tenho preguiça de lavar roupa, acho super legal – vou até a lavanderia coloco tudo para dentro da máquina que lava e depois tudo dentro da máquina que seca e por fim trago a roupa de volta – mas morro de preguiça de guardar as roupas. Eu fico na duvida se abro ou não as portas do guarda roupa só para tirar a prova se realmente a roupa não pula lá para dentro bonitinha. Até abri as portas antes, mas desisti, uma vez que meu guarda roupa tá tão desorganizado seria uma besteira esperar que as roupas se guardem sozinhas…

Cozinhei feijão. Eu tinha que contar isso porque cozinhar feijão é algo que tem me feito muito feliz. Verdade que o clima colaborou essa última semana: todos os dias foram ensolarados, todos os dias com temperaturas mais ou menos nos 20, 20  e poucos graus Celsius, mas isso tem aumentado minha saudade do Brasil. Parece bobo, e é, mas para mim a Suécia é um país de inverno constante e chuva, daí esse clima agora  lembra primavera… primavera em Maripá-Paraná-Brasil: tantas flores para todos os lados, os dias quentes, as noites frescas, aquele cheiro de grama recém cortada no ar, cheiro de churrasco (não é churrasco churrasco, mas o cheiro de uma carne “grillando” é o mesmo do churrasco de domingo) todo mundo animado porque o frio foi embora; parece que logo vão desabrochar as orquídeas nas árvores, e vai chegar aquela penca de feriados que é tão típico de setembro, outubro e novembro… eu até pude usar vestido, gente!

E o feijão… temperei com bacon, alho e cebola. Claro que já enchi o pandu de feijão preto, arroz e uma saladinha. Amanhã vou levar junto na minha marmitinha do trabalho. Dia desses eu cozinhei feijão preto e fiz tipo uma sopa com legumes e tals que levei para o trampo e aí uma guria veio me perguntar o que eu tava comendo! Achei a maior graça, ela ficou me olhando desconfiada (achou que eu tava comendo um tipo de “peixe” – não tenho nem ideia que tipo de peixe possa ser tão preto…) e eu explicando que era feijão. Depois um guri também veio me perguntar: o que é isso? E eu: feijão preto. E ele: mmmm, feijão preto? E eu: é, feijão preto, você cozinha… E ele impaciente: mas tem esse nome mesmo? É tipo feijão preto, como… black beans? Dai eu (rindo): Isso mesmo, black beans. Achei muito engraçado porque eu tenho dificuldade de pronunciar o “ö” sueco, e para falar feijão preto (svarta bönor) você usa o danado; ou seja, como a gente tava falando sueco eu devo ter dito quase “feijão preto” e ele ficou na dúvida se era mesmo isso que eu queria dizer.

Eu e Zemta, cachorra da família – numa dos inúmeros trapixos do lago Mjörn.

Fim de semana a gente foi para Sjövik, e eu adoro: por causa do lago perto, por causa de ter um dia em família, porque é tudo tão tranquilo e calmo. Pena que passei mal, e to desconfiada do meu anticoncepcional. Depois que fui aquela consulta com a dermatologista não consigo mais pensar na danada da pílula como algo benéfico. Li a bula da coisa e os efeitos colaterais são tudo que ando sentindo ultimamente. Essa semana vou visitar o vårdcentralen (posto de saúde) para fazer acompanhamento (de seis em seis meses visitamos uma enfermeira especializada no atendimento a mulher que faz orientação anticoncepcional e dos exames de rotina – tipo papanicolau e do câncer de mama) e vou conversar com ela sobre isso.

Ganhei uma magrela e agora que o tempo está bonito to seca para fazer a estréia. Hoje ia comprar os pneus novos para ela – porque a bike é usada e velha mas tá com tudo em cima com exceção dos pneus – mas desisti porque percebi que eu não poderia arrumar a bici sozinha. Ou seja, vai sobrar para o Joel.

E a roupa… ainda tá na sacola. Acho que tenho de fazer algo a respeito. Tchau!

O batismo da princesa Estelle

Fonte: diariodigital.sapo.pt

Hoje o país de maioria ateia praticamente parou para assistir ao batismo da princesa Estelle, nascida em 23 de fevereiro. Estelle é herdeira do trono da Suécia, segunda na linha de sucessão. Apesar da moral do rei da Suécia andar em baixa, muita gente se espelha nos atos da família real sueca e a Igreja Sueca espera que o batismo da princesinha causa uma enxurrada de batismos durante o ano.

Parece brincadeira, mas quando do casamento da princesa Victoria em 2010 muita gente entrou na onda e casou também. O nome escolhido para a princesinha – Estelle – causou certa polêmica por não ser um nome tradicionalmente sueco, mas já é com certeza o nome mais popular entre as recém nascidas do ano de 2012. Assim, por que os suecos não entrariam na onda do batismo também?

Segundo o Göteborgs Posten – jornal de maior circulação da cidade de Göteborg – no ano de dois mil e sete 67% das crianças nascidas na Suécia foram batizadas contra 53% no ano passado (segundo dados da Igreja Sueca). Infelizmente a notícia não trazia maiores informações como se o número é restrito a bebês filhos de suecos ou filhos de pessoas que pagam impostos para a Igreja.

Enquanto isso no mundo das pessoas “reais”…

Faz calor de novo. E muito. Tanto que – durante meia hora – desejei muito ter usado shorts. Claro que logo depois estava bem feliz por ter o casaco junto – ainda levo um casaqueto para todo o canto. Ontem quase tivemos uma chuva de verão – e isso me entusiasmou: o tempo fechou, trovejou, choveu forte e parou.

Hoje durante  dia pude me embasbacar de novo com a capacidade sueca de ficar quase  sem roupa em qualquer lugar público: qualquer metro quadrado de grama é disputadíssimo pela mulherada com seus biquínis enormes. Comentei isso no trabalho com um colega, e ele me olhou espantado. Seguiu o diálogo: “Ué, no Brasil vocês não andam de mini blusa e sarongue?” Não, tem gente que gosta de mini blusa, mas não é todo mundo que usa. Normalmente as pessoas se vestem de modo normal quando não estão na praia ou a beira de uma piscina. “Ahhhh… (meio desapontado, meio envergonhado) Sempre imaginei as mulheres brasileiras com um cabelão pela cintura, desfilando de biquíni e canga por todos os lados”.

What?

Apenas sorri. Afinal, eu sempre achei que no Hawaii as mulheres…