Diário Caipira-104

Fomos para o meio do mato, de novo. 1.8km, os meninos de bike, o menor aprendendo ainda com aquela bicicleta sem pedais… o percurso de 25 minutos, segundo o google demorou 120 minutos.

Ele para. Conversa. Olha a borboleta. Olha a lagarta. “Aqui tem que parar, tem pedras”. “Aqui eu não aguento a bicicleta mãe, é subida”. “Fiquei suado”. “Quero água”. Tira o capacete e se agacha porque descobriu o carreiro das formigas. Observa. Conta: “1, 2, 4, 3, 9, 10 formigas! Muitas formigas!”

Está quente demais, eu posso adivinhar o lago logo ali no meio do bosque. Tive paciência 1.75km e agora eu só quero entrar no mato e me jogar na água tão logo quanto possível pra me refrescar. Olho pra trás pronta pra soltar um “vamos agora piá que a gente tá andando a passo de lesma” e me deparo com uma mãozinha estendida segurando uma florzinha amarela.

– Mamãe, uma flor para o seu chapéu! Pra você ficar bonita!

Engulo a frase. Com a flor vem o download de paciência a 1Gb por segundo. Eu pego a flor, ajeito no chapéu.

– Fiquei bonita?

– Uhum.

Pego ele numa mão, a bici na outra e a gente dá mais quatro passos antes de ele parar de novo.

Diário Caipira-102

Dia quente de novo e a gente queria achar um canto sossegado pra ficar com as crias. Temos um mapa com as trilhas da região e assim escolhemos um lago no meio de um bosque próximo. Sem praia, mas também sem uma multidão. Suecos não sabem o que fazer quando a temperatura está acima dos 25 graus e eles não estão na água.

Ainda há mirtilos nos bosques e alguns deles estavam bem gordinhos. Tanto que lembravam os mirtilos americanos, bem maiores do que os suecos, mas que não são azuis (nem tão gostosos). Saímos do bosque literalmente roxos de tanto colher e comer mirtilo.

Há lindas libélulas azuis nos lagos daqui. Não lembro de ter visto libélulas azuis no Brasil, mas aqui sempre as vejo nos lagos. São menores, mais parecidas com uma borboleta de asas transparentes. Já tentei tirar fotos mas, além de ser uma fotógrafa amadora muito amadora as bichinhas são muito rápidas.

Mirtilos azuis, libélulas azuis, um dia de céu azul. Bocas roxas, línguas roxas e alguns roxos a mais nas canelas por ter batido nas pedras. O verde escuro do bosque em contraste com o azul do céu e o caramelo dos lagos suecos. (Porque, talvez você que já visitou um lago sueco no meio dos bosques sabe que a água é cor de coca cola, que parece caramelo vista de perto mas tem quê de preto quando a gente olha de longe não é?)

Se esse dia tivesse nome seria cores de um dia de verão.

Diário Caipira-68

Hoje começou um dos programas de rádio mais populares da Suécia: Sommar i P1. Traduzindo numa linguagem popular seria um podcast onde pessoas famosas ou que tiveram destaque no cenário sueco em diferentes nichos falam sobre como se tornaram o que são.

Greta Thunberg abriu o programa desse ano. Eu sigo o movimento que ela acabou criando e tenho grande admiração pela coragem dela de dizer algumas verdades aos políticos do acontecendo todo. Sabemos que o sistema no qual vivemos está acabando com nossos recursos. Corremos o risco de acabar sem água e sem ar nos próximos anos e ainda assim continuamos agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu sei que estou agindo assim… tento melhorar mas a gente sempre acha desculpas. Estava ansiosa por ouvir o programa dela e me senti chocada.

Infelizmente, há aqueles que preferem matar o mensageiro ao invés de se preocupar com a mensagem. É terrível ouvir de uma garota de 18 anos que ela teve que chamar a polícia para se proteger porque foi ameaçada de morte. E tudo o que ela diz é “parem de ignorar os sinais, ouçam a ciência”.

Eu tenho pensado bastante sobre o fato de que cientistas tem alertado há anos que uma pandemia atingiria o planeta mais cedo ou mais tarde. Ninguém ouviu, do mesmo modo que ninguém dá bola para a crise climática. Mas o que seria do mundo agora se os governos houvessem prestado atenção aos avisos dos cientistas? Os impactos da pandemia seriam os mesmos?

O que será de nós se continuarmos ignorando a ciência?

Memórias de um Caracol-10

Tomei banho de lago três vezes hoje. Não lembro de ter feito isso no verão de 2018. Mas aqui onde estamos tem um “trapiche” para o meio do lago o que facilita demais a vida: você vai até o fundo, pula, se refresca e sai da água. Porque a água continua fria então não dá pra ficar brincando…

É interessante também que os lagos suecos por aqui tenham cor de “coca-cola”: no raso dá pra ver o fundo, mas quanto mais fundo fica o lago mais escura parece a água por causa do tom caramelo. Dá um medinho de pular porque parece água à noite, escura e misteriosa, mesmo no meio do dia.

Só não pulei dos trampolins. Morro de medo de altura.

Memórias de um Caracol-9

Hoje viajamos 170 km para nos encaracolar. Para brasileiro isso é uma trivialidade, 170 km é logo ali. Para sueco (principalmente os do sul ou das grandes cidades), não é lá tão comum.

Uma boa road trip pede música e histórias (abençoado Spotify e seus podcasts). A gente mistura de tudo um pouco e rolam clássicos suecos. Como vamos de trailer sempre ouvimos a canção “Você deve ter um trailer” composta pelo grupo Galenskaparna. Essa não é uma banda musical e sim um programa de humor sueco que fez uma música em homenagem a essa particularidade que é viajar com um trailer. Vou deixar o link do vídeo do YouTube e compartilho a letra da música (traduzida pelo Tio Google – e ficou entendivel):

“Man ska ha husvagn” – Galenskaparna

Eu já tentei de quase tudo o que há para escolher
Jag har prövat nästan allt som finns att välja på/ Acampar, alugar barcos, canoagem, andar de bicicleta ou caminhar
Campa, hyra båtar, paddla, cykla eller gå/ Passei férias da maneira mais estranha
Jag har semestrat på dom allra konstigaste sätt/ E finalmente eu descobri como tirar férias
Och äntligen jag funnit hur man ska semestra rätt

Você deve ter uma caravana – o feriado já está feito
Man ska ha husvagn – så är semestern redan klar/ Você deveria ter uma caravana – eu vi que todo mundo tem
Man ska ha husvagn – det har jag sett att alla har/ Você deve ter uma caravana – e guardar a família
Man ska ha husvagn – och stuva in familjen i/ Você deveria ter uma caravana – porque então você estará livre
Man ska ha husvagn – för då blir man fri

Por muitos anos não fomos particularmente bem viajados
I många år så var vi inte särdeles beresta/ Estávamos em Askersund e uma vendinha em Gnesta
Vi hade vart i Askersund och pressbyrån i Gnesta/ Mas então um dia eu disse para a minha mulher, gentil mas firmemente
Men så en dag sa jag till frugan, vänligt men bestämt/ Temos uma casa que roda sobre rodas e, assim, sempre
Vi skaffar oss ett hus som går på hjul och därmed jämt

Você deve ter uma caravana – com geladeira, TV, chuveiro e fogão
Man ska ha husvagn – med kylskåp, TV, dusch och spis/ Você deve ter uma caravana – será como estar em casa de alguma maneira
Man ska ha husvagn – det blir som hemma på nåt vis/ Você deve ter uma caravana – e deve ser grande e larga.
Man ska ha husvagn – och den ska vara stor och bre’/ Você deveria ter uma caravana – pense no que pode conhecer
Man ska ha husvagn – tänk vad man får se

Cinco minutos Falsterbo e cinco minutos Koster
Fem minuter Falsterbo och fem minuter Koster/ Cinco minutos Flen e Hjo e cinco minutos Mosteiro
Fem minuter Flen och Hjo och fem minuter Kloster/ Cinco minutos Örebro e cinco minutos nas montanha
Fem minuter Örebro och fem minuter fjäll/ Cinco minutos de intervalo em um motel rodoviário europeu
Fem minuters rast på ett europavägsmotell

Você deve ter uma caravana – o feriado não será um fracasso
Man ska ha husvagn – så blir semestern ingen flopp/ Você deve ter uma caravana – e fazer muitas paradas
Man ska ha husvagn – och göra lagom många stopp/ Você deveria ter uma caravana – e dirigir e parar para tomar um chá ‘
Man ska ha husvagn – och köra runt och stanna te’/ Você deveria ter uma caravana – pense no que pode conhecer
Man ska ha husvagn – tänk vad man får se

Cinco minutos da cidade de Estocolmo e cinco minutos do arquipélago
Fem minuter Stockholm stad och fem minuter skärgård/ Cinco minutos de sol e banho e cinco minutos de mansão
Fem minuter sol och bad och fem minuter herrgård/ Cinco minutos Grums e Trosa, Tjörn e Härnsand
Fem minuter Grums och Trosa, Tjörn och Härnsand/ Mais cinco minutos você já viu em toda a Suécia
Fem minuter till så kan man hela Sveriges land

Você deve ter uma caravana – e levar tudo com você
Man ska ha husvagn – då har man med sig rubbet jämt/ Você deve ter uma caravana – então nada acontece indefinidamente
Man ska ha husvagn – då händer inget obestämt/ Você deve ter uma caravana – para saber como tudo será
Man ska ha husvagn – så att man vet hur allt ska bli/ Você deveria ter uma caravana – porque então você estará livre
Man ska ha husvagn – för då blir man fri/ Você deve ter uma caravana – onde quer que vá em sua viagem
Man ska ha husvagn – varthän man än sin resa ställt/ Você deve ter uma caravana – para não precisar viajar de barraca
Man ska ha husvagn – så slipper man att resa tält/ Você deve ter uma caravana – para saber como tudo será
Man ska ha husvagn – så att man vet hur allt ska bli/ Você deveria ter uma caravana – porque então você está seguro, trancado e livre
Man ska ha husvagn – för då är man trygg och låst och fri

Fonte: MusixmatchCompositores: Claes Eriksson

Diário Caipira-

Hoje Gotemburgo ferveu. Não por causa de uma festa – ao menos que eu saiba – mas porque estava quente. Nossa que dá um nó na minha cabeça esses dias que a gente inclusive transpira por essas bandas. Até andei pela sombra – coisa que era prática comum lá no Brasil e que aqui perdeu completamente o sentido.

Pois bem, temos o luxo de morar pertinho de uma lagoa. Já coloquei uma fotinhas dele por aqui. Calor e sol combinam com banho refrescante, certo? Errado. Combinam com “tente convencer as crianças a sair de casa”.

Por fim quando chegamos ao lago estava poluído de gente. Em plena segunda feira… Eu ia dar meia volta mas agora os piás estavam correndo para a praia. Lembrei da briga pra tirar eles de casa. Pensei na briga que ia ser dizer “vamos embora”. Desisti. A ideia era ficar uns minutos para as crias brincarem na areia, já que eu levei um tempão pra convencê -los a sair. Mas quando vi a multidão escolhi um cantinho longe e avisei os meninos que a gente ficaria só um cadinho.

Entraram na água, rolaram na areia e eu ali, apreciando o entra e sai do povo que vinha, pulava na água, nadava, saía da água, gastava dez minutos ao sol e depois ia embora. Quando o choque do “meu Deus tem uma pandemia em curso o que é que toda essa gente está se embolando aqui?” passou eu percebi que só as mulheres com crianças (eu incluída) gastavam mais do que dez-quinze minutos a beira do lago. A maioria vinha com a toalha no ombro.

Fiquei pensando num post que li sobre o quanto as mães com crianças que fazem parte do grupo de risco tem sofrido com o isolamento. Fiquei me perguntando se está certo me expor, expor as crianças por conta de um luxo.

Às vezes eu acredito que o melhor da estratégia sueca de combate ao Covid é o fato de eles pensarem no bem estar das crianças. O isolamento quebra a rotina e aprisiona muitas famílias em locais pequenos com crianças. O isolamento é extremamente necessário nos contextos de sociedades onde a família estendida e principalmente idosos convivem com os mais pequenos de maneira intensa e até mesmo dividindo o mesmo teto. Mas não é o caso sueco.

Os raios de sol aqui são um luxo tão caro… só passando a escuridão e isolamento do inverno pra entender a necessidade de sair durante o verão. Que vai acabar qualquer dia desses… basta chover e estamos aí, de volta aos 10°C.

Me sinto muito dividida mas tenho certeza de que se a Suécia tivesse adotado o lockdown eu estaria doente. É ser muito egoísta? Sim. Tenho consciência disso… só não tenho certeza se deveria fazer algo a respeito.

Memórias de um Caracol-6

Fomos passar frio na praia hoje de novo. A maré estava subindo e as ondas traziam águas vivas. Não sei se estavam morrendo ou morriam na praia, mas a orla estava cheia delas.

Eu, que não sou do mar, fico toda estressada. Eu, que ando pela praia tremendo debaixo dos meus casacos sem nem entender como é que as crianças estão brincando só de calção na beira d’água fico ali tentando convencer meus pequenos vikings a não mexer nas águas vivas mortas porquê vai quê? Né? Mesmo o marido dizendo que essas não queimam, eu fico naquela que “o prevenido morreu de velho”.

Aqui jaziam águas vivas que deixaram essa marca na areia ao morrer.

Eu tô feliz que vamos para casa. Os chuveiros aqui do camping tem a função frio, congelante ou ducha para arrancar a pele. Brasileira sem tomar banho perde a alegria de viver…

Diário Caipira-57

Desde o final de semana tem feito sol e um tempo gostoso. Me lembra a primavera no sul, com as manhãs e noites geladinhas e os dias com um sol gostoso…

A temperatura está suficiente pra arriscar uma saia ou vestido… Não fosse por causa de um troço complicado chamado ventilação. A ventilação é super importante no local de trabalho pois serve para que o ar não fique parado dentro do edifício mesmo que todas as janelas estejam fechadas. Seria maravilhoso simplesmente abrir as janelas pra deixar passar um ar no escritório mas você leva um pito só de pensar em fazer isso.

Abrir as janelas desregula a ventilação e quase mata o povo que tem alergia a pólen de flores ou de grama. É outra característica típica do verão sueco: nuvens de pólen. E pessoas alérgicas espirrando sem parar, com dor se cabeça e sem pode respirar. Então não é realmente legal abrir as janelas. Daí que a ventilação está programada pra soprar um ventinho mais fresco nesses dias de calor… e como resultado passamos frio dentro do escritório enquanto do lado de fora faz um daqueles poucos dias em que é possível suar em Gotemburgo.

Felizmente terei férias em breve… quando as temperaturas estarão em média sete graus mais baixas de acordo com a previsão do tempo.

Murphy explica.

Vento torto

Toda vez que a primavera/verão sueco começam é a mesma coisa: gente lagarteando para todos os lados, aproveitando qualquer réstia de sol – seja entre as nuvens ou entre os prédios – e gente que se joga nos lagos por aí quando a temperatura atinge os 10 graus C.

Isso sempre me leva a pensar em duas coisas.  A primeira é que, para alguém que passou a maior parte da vida andando na sombra literalmente, essa caça louca pelo sol não faz sentido. Fisiologicamente faz todo o sentido, o corpo fica sem sol por longos meses e está clamando por vitamina D. Mas eu não entendo que as pessoas continuem fazendo isso ao sol do meio dia. É meio paródia isso, a pessoa quer sair para pegar um sol entre 12 e 12h30 – o horário de almoço – e aí quando entra está assustada porque se queimou. Saca? Minhacarasuperbrancaquenãoviusolduranteoitomesesobviamentevaificarcermelhadeumavez. Deu pra entender né? Mas o dia depois de amanhã lá vão eles, fazer mais do mesmo. Aí quando me dizem que a memória do ser humano é curta eu me pergunto: que memória?

E o banho de lago. As temperaturas atingem a marca mágica de 10 graus e aí, metereologicamente a primavera começou. E com ela as competições para ver quem será o corajoso a tomar o primeiro mergulho do ano. A intenção é só essa mesmo: tirar a roupa, pular na água, gritar, gritar muito, xingar o mundo, gritar mais um pouco, xingar mais um pouco e continuar intercalando os dois enquanto sai da água pra se secar. Normalmente depois desse ritual o sueco vai soltar dois comentários: o “caralho tá muito frio!” e o “a sensação na água é terrível mas agora eu me sinto super bem”. Such…

Quando a temperatura chega aos 20 graus C é hora de deixar as crianças também entrarem na brincadeira. E eu? Eu penso na minha mãe que não deixava a gente tomar banho de piscina quando, apesar de quente, tinha vento. Porque vai que né? Se tomasse um vento torto ou uma friagem…

Salada de frutas #02

Dá impressão que o blog tá de férias né? Mas não está – e nem eu. É só que às vezes não dá mesmo tesão de escrever. Por exemplo: eu to em outra cidade (Halmstad) e podia contar a história do lugar e tals (que todo mundo encontra no Wikipédia), postar umas fotos – ou não (pois ainda não resolvi o problema com a máquina fotográfica)… mas só e simplesmente não rola.

Começou a chover. E eu sempre falo do tempo aqui no blog. Isso às vezes quase que me irrita! Parece conversa mole – do tipo será que chove? E o outro: pois é… parece né? Bom, aqui na Suécia a coisa rola assim: será que chove? E o outro: Mais cedo ou mais tarde… O que eu quero dizer com todo o bla bla bla é: leve sempre um casaco, não importa quantos 28 graus C estejam fazendo agora. Desconfie do céu totalmente azul e sem nuvens, isso significa apenas que  não chove no exato momento. Outra coisa importante: céu azul e sol não significa calor, mesmo no verão: tenha um termômetro em casa para saber a temperatura, consulte o app do seu smartphone ou ponha o pé fora de casa antes de sair de casa pelada. Não vá na onda das suecas porque elas usam shorts a partir dos 15 graus C – quando eu ainda estou com, no mínimo, jeans e uma boa blusa.

Falando em shorts preciso fazer um comentário maldoso (pena que minha máquina fotográfica…!): cheguei a conclusão de que os shorts suecos (ou da moda) são menores do que as calcinhas modelo sueco (ou europeu). A maioria das moças saem na rua mostrando a polpa da bunda – a cintura ainda é centro peito – mas o comprimento do short deixa qualquer funkeira parecendo uma “oma” (vó em alemão), ou melhor, uma “tant” (senhora, em sueco). A questão que não quer calar: com a calcinha do tamanho que é (de “senhora”), como é que não aparece? E precisa ouvir com que “horror” elas falam dos biquínis espanhóis e brasileiros: não pode ir na praia com um “mini” biquíni, mas passear no shoping com meia bunda a mostra, no problems! Vai entender!

Hummm eu sei que sou eu que estou soando como uma “tant” agora, mas eu não pude me conter!

Sinto que entrei numa fase em que estou afinando o meu sueco. Às vezes é difícil lembrar todas as regras que eu estudei, mas quando estou com as pessoas certas sou lapidada a todo o momento. Bom e mau. Às vezes descubro que coisas que repeti um milhão de vezes, repeti um milhão de vezes errado, criei como que um vício e preciso de força e concentração para quebrá-lo. Resultado: fico exausta! Parece que meu cérebro não tem um minuto de descanso e agora – na maioria das vezes que falo português – estou pensando/ traduzindo mentalmente para sueco… pá! Ninguém merece!

Esse é mais um dos motivos pelo qual o blog é importante para mim. Quando eu estive no Brasil em janeiro todo mundo (em especial a Ana) caiu na minha carne porque eu estava falando português errado. Fico pensando nisso quando eu converso com a Vânia (eu falo errado?)… praticar português é a saída!

Ou eu ando escrevendo errado sem pensar também?